sábado, novembro 19, 2011

ONU: Plano de matar embaixador saudita é condenado: 160 a 6.

Ontem à noite a maioria dos países representados na reunião das Nações Unidas, que daria sua decisão ao analisar as provas do suposto plano de explodir o embaixador saudita para os Estados Unidos, demonstrou reprovação ao Irã. Entre as 40 abstenções Brasil e os parceiros costumeiros, Índia, África do Sul não votaram além da China e Rússia.

"Iran Bombed" Cortesia: "azrainman" (Creative Commons)
Por Saulo Valley - Rio de Janeiro, 19 de Novembro de 2011 - 08h22min.

Em constante e crescente pressão internacional Irã e Síria parecem pouco se importar à medida que as provas de seus crimes vão surgindo e mais países vão se mostrando em oposição às suas ações. O assunto do manuseio de tecnologia nuclear para a produção de bombas explosivas tem levado maior número de países a condenarem o Irã e a Síria segue pelo mesmo caminho.

Por motivo justo, diante de provas irrefutáveis, o Iran foi condenado a buscar e punir os responsáveis pela elaboração e pela conclusão do plano contra as relações entre os Estados Unidos e o Oriente Médio.

Descrição da Embaixada saudita nos EUA.
Cortesia: "Riacale"
Malandragem iraniana

 A informação foi divulgada pela Agência de Notícias "Kuwait News" (kuna) que disse que antes da votação do projeto de resolução, a maioria esmagadora condenou a edição do texto proposta pelo embaixador iraniano Mohammad Khazahee que apagava o nome do IRÃ de todo o documento, retirando de seus ombros toda e qualquer responsabilidade sobre o incidente, o que fatalmente eliminaria os autores do crime e condenaria somente os dois terroristas presos.

O site citou o embaixador saudita como lembrando sobre os últimos atentados contra diplomatas sauditas e o consulado nos últimos meses, por parte do IRÃ.

Na verdade a preocupação geral se dá pelo fato de que há muitas provas de ataques terroristas iranianos contra diplomatas e missões diplomáticas. Ataques contra pessoas internacionalmente protegidas. O país que não condena este tipo de crime, contribui para que seus próprios diplomatas sejam atacados futuramente.

Enquanto o embaixador iraniano apelava pelo livramento de seu país de tamanha condenação, os Estados Unidos lembrou que ataques a pessoas internacionalmente protegidas, principalmente em se tratando de diplomatas, deve ser visto como "Atos de terrorismo patrocinados pelo estado simbólico", relatou o "kuna".

A visão das Nações Unidas e dos Estados membros é que se este tipo de crime não for duramente condenado, diplomatas e missões diplomáticas poderão se tornar um alvo fácil e frequente.

A condenação do IRÃ nesta caso previne e visa inibir os próximos planos contra qualquer autoridade diplomática e protegidos internacionalmente.


Novas condenações

A pressão internacional contra o IRÃ vai crescendo à medida que novas provas são apresentadas sobre seu  esforço para manter suas pesquisas nuclerares. 

Mais uma prática sírio-iraniana: 

Versão Iraniana - Em seu site de notícias estatal, o "FARS",  o IRÃ comemorou a aprovação de seu projeto e anunciou uma "parceria" após a "aprovação de todas as propostas iranianas" de cooperação técnica da agência de Theerã com a AIEA. Através do "FARS" o governo iraniano disse que a aprovação deste projeto poderia levar à aprovação no G77, o maior grupo de países em desenvolvimento liderado pelas Nações Unidas.

Versão da AIEA - No mesmo dia (17-11-11) O site da (AIEA) Agência Internacional de Energia Atômica anunciou no final do dia a aprovação de uma "resolução sobre a aplicação de salvaguardas e as disposições pertinentes das resoluções da ONU Conselho de Segurança na República Islâmica do Iran."

A agência disse que a "resolução expressa profunda preocupação e crescente sobre os assuntos não resolvidos sobre o programa nuclear iraniano." avisando que ainda há muitos pontos que precisam ser esclarecidos o suficiente para comprovar que "a existência de possíveis dimensões militares" é negativa.

A agência destacou que há necessidade de que o IRÃ "intensifique o diálogo" com a AIEA "visando a resolução urgente de todas as questões pendentes de fundo para a finalidade de fornecer esclarecimentos sobre essas questões."

A publicação é encerrada com a seguinte declaração: "A resolução sobre a aplicação de salvaguardas no Irã foi adotada pela maioria."

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