quarta-feira, novembro 02, 2011

Julian Assange: A saga deverá continuar na Suécia - Extradição

Júlian Assange foi a ponta do iceberg que levou os Estados Unidos ao caos completo ao perder grande parte de sua pompa no âmbito internacional. Tudo começou com a denúncia de que as forças mercenárias do "Blackwater/XeService" haviam matado pelo menos 66.000 civis durante a incursão americana no Iraque.


Assange denunciou crimes de guerra contra George Bush e EUA.
Por Saulo Valley - 02 de Novembro de 2011 - 16h21min.

Querendo ou não todos aqueles mais de 200.000 cabos diplomáticos vazados para a mídia abalaram a confiança do mundo na América. Entre o assassinato de 66.00 civis numa incursão que supostamente deveria impedir o uso de armas de destruição em massa (que não existiam) e um monte de cabos que mostravam a verdadeira forma que o governo americano enxerga os outros governos... Uma tragédia.

Pra piorar Bradley Manning um jovem soldado à serviço da Inteligência americana teve acesso a importantes vídeos gravados à partir de dois helicópteros americanos em operação no Iraque que culminou na morte de 9 civis e entre eles 2 funcionários da Reuters, um fotógrafo e um assistente.


Bradley Manning, 22
Está preso até hoje.
Quando os Estados Unidos decidiram perseguir Assange, logo uma antiga acusação de abuso sexual veio à tona e o criador do Wikileaks (a organização não-governamental que se encarregou da disseminação dos documentos via internet utilizando mais de 1500 servidores e sites espelhos), Assange se viu perseguido pela interpol e por onde passava corria sérios riscos de ser preso. Assange temia que fosse preso e depois entregue ao governo dos Estados Unidos, que na época, falava-se em enviá-lo para Guatánamo ou condená-lo por crimes de espionagem. Haviam ainda altos funcionários do governo Obama que pediam a execussão do Jornalista. O que o deixou apavorado.

Vivendo sem paradeiro e com suas contas sendo confiscadas pelos governos e bancos internacionais, Assange decidiu se entregar à justiça britânica. Durante cerca de 1 ano Julian Assange  viveu em prisão domiciliar numa mansão de um amigo pessoal em Londres. Dali em diante, o Wikileaks perdeu a maior parte de sua expressão.

A dupla acusação de crime sexual havia sido iniciada na suécia e Assange e seus apoiadores lutaram para impedir sua extradição, temendo ser enviado para a América. Mas hoje (02/11/11) a agência americana "CNN"  afirmou que a Suprema Côrte da Grâ-Bretanha não aceitou os argumentos da defesa do jornalista e determinou a sua extradição para a Suécia a fim de que enfrente as leis do país.

A acusação

Cortesia "Neha Viswanathan"
Assange foi processado por abuso sexual de uma mulher e abuso e estupro de outra mulher na suécia. Segundo documentos fornecidos pela polícia local na época, Assange havia se relacionado com duas mulheres diferentes na mesma época. Pouco tempo depois elas se conheceram e descobriram que amavam o mesmo homem. Imediatamente lançaram de seus dotes para processar o homem que havia seduzido, e enganado seus pobres e frágeis corações.

Abuso Sexual 1 - No primeiro caso a reclamante disse que o acusado teve relação com ela enquanto ela dormia na cama com ele. Ela estava "dormindo" e quando percebeu deixou que continuasse, mas pediu que ele utilizasse preservativo, mas a penetração já havia sido completada e o bonitão não queria ter o trabalho de buscar o preservativo. "Contrariada" ela acabou aceitando, posteriormente o acusou por "constrangimento".

Abuso Sexual 2 - Assange teve relações com outra mulher. Esta por sua vez disse que durante a relação perceberam que a camisinha havia rasgado. Ela pediu para que seu namorado tarado parasse, mas ele não parou, porque também já havia concluído a penetração e acabou convencendo-a de continuar.

Cortesia "Matthew Anderson"
Leis da Suécia

Pode parecer uma palhaçada mas mediante as leis da Suécia, sexo sem preservativos é comparado com estupro e a condenação é semelhante.

Para saber mais detalhes da Saga de Assange e do Wikileaks acesse a este link e siga os resultados rolando a página para baixo.

A primeira vez que a máscara do filme "V de Vingança" foi utilizada em protestos foi para pedir a libertação de Assange por parte de seus fans e apoiadores, porque Wikileaks representava a liberdade da informação e o direito de livre expressão.

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