quarta-feira, novembro 23, 2011

Iêmen: Saleh deixará o poder com imunidade irritando ienemitas.

Nesta quarta ao anoitecer, o presidente Ali Abdullah Saleh do Iêmen assinou finalmente o acordo em que põe o cargo presidencial à disposição das autoridades internacionais e do povo ienemita, mas à fim de ver cessar o massacre de manifestantes, concessões foram negociadas de forma a dar bastante vantagens para o ditador.

Enquanto Aljazeera exibe declaração de Saleh, povo comemora.
Por Saulo Valley -Rio de Janeiro, 23 de Novembro de 2011 - 16h24min.

O acordo de transição foi assinado em Riad na presença do Rei Abdullah Bin Abdul Aziz da Arábia Saudita, também o ministro de negócios estrangeiros do (CCG) Conselho do Golfo, um representante da oposição e um enviado especial internacional Jamal Bin Omar, citado pela Aljazeera Arabic.

A assinatura de sua renúncia foi confirmada pela TV Estatal:


No facebook ativistas sírios parabenizaram a vitória do povo ienemita. A iniciativa foi liderada pelo CCG encerrando 10 meses de violentos confrontos entre as forças de segurança e manifestantes desarmados que bramavam pela saída do ditador.

De acordo com a Al-Jazeera, o governo ficará à cargo do vice-presidente por 90 dias, para garantir as eleições presidenciais, sob espreita vigilância do CCG, das Nações Unidas o mundo.

A fonte disse ainda que, entre os acordos firmados para a saída de Saleh, seria a concessão de imunidade judicial e que ele deveria se tratar nos estados unidos, depois de uma difícil recuperação, desde que sofreu um atentado a bomba em junho, do qual sobreviveu mas as sequelas permanecem.

Saleh teve os pulmões perfurados por estilhaços de metais no momento da explosão. Esteve na Arábia Saudita se tratando por dois meses. Depois voltou para ocupar o cargo quando ninguém mais creditava que voltasse, provocando novas revoltas.

Video: Saleh se recusou a cumprimentar a oposição na cerimônia de assinatura de sua renúncia.



De agora em diante os passos são os seguintes:

Os próximos passos estão previstos num acordo previamente assinado entre o presidente Saleh e a comunidade internacional em 22 de Maio de 2011.

O presidente interino terá o compromisso de compor a nova constituição. Após anunciada a conclusão da nova constituição, deverá convocar o povo ienemita para um referendo.

Após a aprovação da nova constituição, estipulará um calendário para as eleições parlamentares com base nesta nova constituição.

Depois das eleições, o presidente do partido do presidente eleito deverá formar o novo governo.

Citando a Al-jazeera como dizendo que representantes do CCG, da União Européia e dos Estados Unidos presenciaram a formalização do acordo no dia 22 de Maio de 2011.

Realidade nas ruas do Iémen

A realidade é que sem o julgamento de Saleh o povo está insatisfeito. A maioria dos ativistas discordam do acordo e diz que o acordo foi coordenado sem a participação de membros da revolução que pede um "Estado civil democrático, moderno e independente."

Seguindo o "feeling" da população ienemita pelo Facebook, chegamos na página da Revolução Iemita para saber o que os manifestantes dizem: 

Texto traduzido pelo Google apenas para demonstrar a realidade.
Eles chamam este acordo como um tipo de "negócio político", uma "venda". Mesmo assim a maioria da população aprova alegremente a saída de Saleh.


Se a situação não está literalmente resolvida, ao menos a violência parece dar uma trégua, mas citando o Egito como exemplo, bem como a Líbia e futuramente a Síria, um revolução não se resolve em 11 meses. Depois da retirada do ditador, ele ainda pode ser substituído por políticos de sua própria confiança para dar continuidade ao seu trabalho interrompido. Pensamento como este, que é difícil de se traduzir, mas precisa ser levado em conta :

"Qual será o próximo remanescentes do regime que está agora a apostar nos ganhos significativos que poderá obter através da divisão, disseminação e hostilidade entre os membros da revolução e especialmente entre os jovens..."
Cabe ao povo libertado passar a gerenciar seu próprio país, bem como suas contas e exigir o máximo de transparência de seus funcionários públicos, para não cair na mesma situação que o Brasil vive hoje.

"O povo se encontra relaxado, a corrupção tomou conta do poder há mais de 40 anos, desde o fim do regime militar, porque o povo não acompanhou, não administrou seu próprio país, deixando-o completamente à vontade nas mãos de corruptos que construíram impérios com raízes profundas que permeiam por toda a sociedade e setores governamentais.

Para remover este tipo de corrupção incrustada, será necessário um novo derramamento de sangue, mas a população brasileira já não tem mais esta força.

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