quarta-feira, novembro 09, 2011

EUA Prorroga emergência nacional contra Iran que ameaça oficiais americanos e Israel.

O grau de tensão entre a América e o Iran tem crescido muito desde o anúncio da frustração dos planos de atacar o Embaixador saudita em solo americano. Este atrito crescente só vem sendo alimentado por causa das suspeitas de que Iran mantém inadvertidamente um desenvolvimento secreto de armas nucleares, em especial a Bomba.

Cortesia: "wikipedia" by "Creative Commons"
Por Saulo Valley - Rio de Janeiro, 09 de Novembro de 2011 - 08h20min.

Uma colcha de retalhos que vai ganhando forma sobre os diversos envolvimentos do governo iraniano que por fim acabam tirando o sono de muitos países de maioria árabe. É claro que a América tem sido o alvo principal, ou atacar a América pode não passar de uma estratégia, a exemplo da Síria que ataca as maiores potências e organizações como distração para suas verdadeiras intenções. Matar a todos que se opõem ao seu regime e se manter no poder, custe o que custar.

Esta estratégia que é largamente apoiada pelo Iran, tem aborrecido não só a América como a Europa. A reação Árabe para os massacres na Síria é chamada de "Silêncio Árabe", mas quando se fala de Iran...
É visível o "Medo Árabe" de que realmente ponha em prática os rumores de que Ahmadinejad planeja estender o regime Persa por toda a região nestes dias, implantando bases militares na Síria, com apoio da Rússia.

Envenenando a mente árabe contra o ocidente, o Iran e agora a Síria, pretendem fazer o velho jogo do ditador manipulador de mentes fracas que declara "diabólico" tudo aquilo que não lhe interessa comercialmente ou estrategicamente.

Lei de Emergência Americana contra o Iran.

Foi no dia 07 deste mês que a Casa Branca anunciou a prorrogação da Lei de Emergência Nacional cuja data de validade vigora até o dia 14 de Novembro de 2011, continuará após este vencimento. O Decreto Presidencial foi publicado em Diário Oficial e enviado ao Congresso.

O presidente da República Barack Obama explicou:

"Nossas relações com o Irã ainda não voltaram ao normal, e o processo de aplicação dos acordos com o Irã, datado de 19 de janeiro de 1981, ainda está em curso. Por estas razões, eu determinei que é necessário continuar a emergência nacional declarada em 14 de novembro de 1979, com relação ao Irã, além de 14 de novembro de 2011."
Cortesia: "noure_azadi"
Reação Iraniana


No dia seguinte, o Iran iniciou uma gigantesca pressão denunciando os Estados Unidos ao IAEA (Agência Internacional de Energia Atômica).  De acordo com a "Agência Fars", Ahmadinejad exigiu que a Agencia Atômica emita um relatório sobre as ogivas e arsenais atômicos americanos ao invés de emitir relatórios do Iran, que segundo ele tem fins pacíficos.

A "Agência Fars" também disse que o ex-inspetor da AIEA Ibrahim Al Asiri reclamou que as armas atômicas de Israel nunca foram citadas, embora possua sistema de fabricação e "distribuição de aviões, submarinos e mísseis" sem que tenha sido questionada pela agência.

O clima ficou ainda mais quente quando especialistas militares dos Estados Unidos declararam que vários oficiais da Guarda Republicana haviam sido mortos em operações militares internacionais. Segundo a "Aleqt" citando a "Fars", que disse que o Iran ameaçou matar 10 oficiais americanos para cada oficial iraniano que seja morto.

Em clima de continuada tensão, nesta terça-feira, a mesma fonte disse que o Ministro da Defesa do Iran salientou que:

"Qualquer aventureirismo e ato hostil contra a integridade territorial da República Islâmica do Irã será retribuído com uma resposta decisiva, rápida e esmagamento das Forças Armadas de nosso país" - "Fars"

Hoje, dia 09/11 quem acabou se envolvendo foi a Rússia que alertou para que o ocidente evitasse perseguir o Iran, advertindo contra as ameaças israelense de ataque às bases nucleares iranianas, alegando que "posições hostis contra o Iran poderão levar a uma catástrofe no Oriente Médio."

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