sexta-feira, novembro 04, 2011

EUA: O tempo de Al-Assad está no fim - Fonte diplomática.

A crise da Síria tem um nome: Bashar Al-Assad. Sua dedicação em implementar reformas não parece ter sido suficiente. Na verdade desde 2001 nenhuma reforma real foi concretizada, apenas anunciada.


Por Saulo Valley - Rio de Janeiro, 04 de Novembro de 2011 - 19h52min.

Revoltado o povo sírio decidiu pressionar pelo fim da corrupção e pelas reformas legítimas, mas estas demandas foram recebidas com grande repressão, que fez com que o povo sírio mudasse o refrão: "Queremos o fim do regime." 

O esforço da Liga Árabe pode até sem bem intencionado mas fontes diplomáticas me disseram que Bashar Al-Assad já está com os dias contados. Segundo a fonte que me autorizou a descrever seu argumento, mas pediu que fosse mantido sob a condição de anonimato, que disse que "o regime sírio irritou a América a tal ponto que Washington não quer mais que permaneça no poder."

Questionei se há alguma interferência americana nos eventos atuais da Síria, a fonte me disse que os Estados Unidos estão demais ocupados para desejar envolver-se pessoalmente com a situação da Síria, mas afirmou que Washington decidiu não apoiar mais a manutenção do cargo de Al-Assad, que antes do fim de Dezembro ele estará fora.

Com data marcada para cair ou ser derrubado, Al-Assad deveria se concentrar em arrumar as malas, mas pelo jeito, dispensará o pouco tempo que tem para castigar o povo da Síria. Reprovado por mais de 70% dos líderes do mundo, Bashar agora tem a oportunidade de negociar a sua saída ou seguir os passos de Kaddafi.

De acordo com o site saudita Aleqt, Muammar Kaddafi teria dito que não queria enfrentar o Tribunal Penal Internacional e que preferia morrer a ser julgado. Esta é uma tendência de todo psicopata. A maioria deles quando chega ao patamar que estes ditadores chegaram ficam perturbados. Muitos se matam após cometerem grandes atrocidades.

Mas o povo não pode pagar por isto. Aliás, eles precisam da devolução do dinheiro que desviaram a vida inteira. Então agora é tempo de mudanças. Provavelmente ele alegará insanidade para evitar ser julgado e deixar o poder nas mãos de uma variedade de "grupos divididos", disse a fonte.

Ele disse ainda que a maior preocupação do mundo está na criação do governo interino. Assad trabalhou bem esta parte. Matou dezenas de ativistas importantes, prendeu e sequestrou outras dezenas, mutilou outro tanto. De acordo com a "AFP" citando a "BBC" o Líbano teria reconhecido que a Síria tem sequestrado oposicionistas e dissidentes.

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