quarta-feira, novembro 02, 2011

Assad quer incendiar Oriente Médio: Diálogo entre as lideranças é a solução.

As ações e palavras irresponsáveis de Al-Assad estão incitando o Oriente contra o Ocidente, países contra países e reinos contra reinos. Suas ações não correspondem às atitudes equilibradas de um político. Não há profissionalismo nem ética em sua "liderança". Para evitar o enfraquecimento das relações entre países localizados no Oriente Médio, o diálogo aberto e transparente deve ser buscado com muito esforço e inteligência.
Syrian Tanks - Cortesia:  "Chairman of the Joint Chiefs of Staff"
Por Saulo Valley - Rio de Janeiro, 02 de Novembro de 2011 - 08h25min.
Atualização: 09h22min.

Quanto custa fazer guerra? Quem sai ganhando com uma guerra que não seja para auto-defesa?

A Síria já criou tensão maior ainda entre os Estados Unidos e o Iran. Colocou em xeque a permanência da Índia, África do Sul, Iran, da Rússia e da China na Organização dos Direitos Humanos das Nações Unidas.
Aumentou a tensão entre a Turquia e o Iran. Incitou o mundo árabe contra Israel. Inferniza a mente dos Curdos e dos palestinos, libaneses e iraquianos. Ataca a Liga Árabe e o Conselho do Golfo. Irrita os países europeus e envolve os países latinos em suas mentiras.


A mentira só pode ser freada quando o foco é descoberto e isolado. Uma vez que descoberta a fonte do incêndio, a única forma de se isolar a mentira é abrindo o jogo. É criando canais alternativos de diálogo transparente entre todas as partes envolvidas, sem a participação da fonte suspeita.

Quimera - Fonte:"imperiodosdeuses"
Esta é a solução para re-equilibrar ou impedir que um único e desequilibrado político, por motivos alheios ao conhecimento internacional, visa castigar, ferir e mutilar o mundo. Uma reação clara de quem teve uma vida de horrores ao lado de seu ditador particular, Hafez Assad. Traumas de infância podem ter gerado o monstro que tem se mostrado agora e tende a se tornar a Quimera do novo milênio.

Até onde seus ataques podem causar estragos? Enquanto o clima vai esquentando entre os países que tomam partido de Assad, a solução é buscar um esclarecimento e uma tranquilização geral na relação com os países ao redor e derredor da Síria.

A verdade é que se houver vontade de ver o oriente médio pacífico e equilibrado, deve haver este esforço. A Liga Árabe pode liderar este esforço e o Conselho do Golfo pode muito bem unir suas vozes à liga para o bem comum. Deixando ainda um outro alerta:

O Oriente Médio já demonstra sinais de crise de água. A corrida já começou. Destaque para Arábia Saudita, Israel e Iraque. Se este evento não for resolvido agora poderá servir de carvão para acelerar a combustão na região.

Podemos fazer isto juntos. Queremos paz, direitos humanos e um mundo que não seja perfeito, mas que pelo menos seja democrático e que dê direitos a quem tem direito. Al-Assad já abriu mão de quase todos os seus direitos. Seu governo se mostra ilegítimo desde que assumiu o poder. Enquanto isto ele reduz os direitos do povo sírio a zero, retirando o bem maior e mais sagrado que é a vida de crianças, mulheres, idosos, trabalhadores, intelectuais, homens do campo, animais domésticos, e aniquilando a sociedade como um todo.

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