sexta-feira, outubro 28, 2011

Síria: Um tiro que saiu pela culatra promete atingir parceiros como a Alemanha.

A Síria deixou de ser um país desde o dia 15 de Março de 2011. De lá pra cá, ela se transformou numa grande e pesada "bola de neve". Rolando montanha à baixo, ela vem envolvendo e expondo a todos os seus parceiros e aliados. O apoio inquestionável ao regime sírio tem posto grandes potências na berlinda global.

Por Saulo Valley - Rio de Janeiro, 27 de Outubro de 2011 - 20h53min.


Um cineasta britânico estava secretamente registrando os acontecimentos na Síria quando foi preso. 2 semanas depois foi libertado e conta como vivem os manifestantes na prisão.


Bashar Al-Assad não é um homem irresponsável. Ele tem se mostrado desonesto com suas declarações para seus parceiros, aliados e tem traído a todos os tratados que tem assinado. Quando as autoridades se mostram irritadas ele faz expressão de sofrimento e implora por compreensão diante da rejeição de seu governo.

O envolvimento com o Hesbollah e o Iran no combate e supressão aos protestos da população síria que reclama que desde que Al-Assad assumiu o poder nunca realizou a nenhuma das promessas proferidas da sua própria boca. Seus discursos vazios ecoam até os dias de hoje. Há 11 anos. cansados de pedir pão e receber pedra. Cansados de receber ofertas de vinho e beber vinagre, o povo sírio foi às ruas para protestar pela "milésima vez". O que levou o povo sírio às ruas? A falta de governo. Assad tem Exército até de sobra. Gestão pública, praticamente nenhuma. Um país dominado pela corrupção e pela ciranda financeira, onde poucos homens possuem a maioria das empresas do país, e muitos serviços essenciais são controlados por um único homem...

"Rami Makhlouf" primo do presidente Al-Assad que detém 60% do capital do país, é sócio majoritário de todos os serviços básicos, monopólio de todo o comércio exterior e empresta para o governo, quando há necessidade. A Aljazeera o descreve como o símbolo da corrupção no país.  Ainda há boatos de que Assad já desviou mais de 16 bilhões para o exterior."

Arriscada tentativa de expor o desejo de execussão de Bashar Al-Assad.

O povo decepcionado exige a saída no presidente inútil e mentiroso. Mas as mentiras de Assad não ficaram reservadas apenas para o povo sírio. O que teria dito ele, para conseguir apoio incondicional do Iran, da Rússia, China e de tantos outros países que têm se arriscado e arriscado suas economias e suas políticas internacionais em sua defesa?

Um agência de notícias alemã fez um documentário comprovando que até nos dias de hoje, a Alemanha vem injetando uma grande soma de dinheiro nos cofres da Síria sob a desculpa de ajudar a "manter a estabilidade da região". A mesma explicação do Iran (que ajuda com a Guarda Republicana Iraniana e vende granadas, munições etc), da Rússia (que vende tanques armas pesadas e leves), da China (que vende armas pesadas e leves e munições, além de caças, mísseis etc), da Índia (que agora já se sabe que vendeu a maioria dos tanques que estão matando o povo sírio), o Líbano (que auxilia com o Hesbollah) entre outras atividades secretas... Ainda tem o Líbano, a Venezuela, e um monte de países que ficam no anonimato, nesta questão.


A exemplo do Iran que vive ganhando isolamento internacional cada vez maior, seguem a Rússia e a China atraindo o desprezo de bilhões de habitantes do planeta que fazem campanhas para que sejam excluídas das Nações Unidas e para o boicote de seus produtos. Agora o povo está assumindo o controle de seus próprios problemas, não ficarão impunes.

Se as Nações Unidas estiver comprometida o suficiente para manter estes países como membros dos "Direitos Humanos", ela mesma estará abrindo mão de sua credibilidade. Melhor será mudar para "Direitos Desumanos".

A pergunta é: Porque a maioria dos países que não respeitam os direitos humanos, civis e internacionais de seu povo é membro da Organização dos Direitos Humanos das Nações Unidas?

A Liga Árabe estuda se deve ou não excluir a Síria de seu roll de membros. Mas a Alemanha recém aceita nas Nações Unidas já está dando mostras de que tem estado no lado errado da balança. Deverá mudar, ou vai entrar para o grupo dos que criticam na mídia e apóiam secretamente?

Assim como a Alemanha acaba de entrar para a lista dos vilões internacionais, outros mais cedo ou mais tarde entrarão juntamente. Serão expostos e perseguidos pela maioria: O povo.

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