quarta-feira, outubro 05, 2011

Síria: Relatório fala sobre 15 Mil rebeldes e mais de 800 pró-Assad mortos.

 Dissidentes do exército sírio publicaram relatório que informam o número de pelo menos 15 soldados rebeldes em violenta batalha contra as forças regulares sírias. O relatório ainda conta que pelo menos 800 soldados e seguranças de al-Assad foram mortos desde o início dos confrontos pelo Batalhão de Khalid ibn al-Walid.


Este é um dos "Cbihh" (assassinos do regime sírio) que publica vídeos no youtube
e fotos de suas atividades no Facebook.

Por Saulo Valley, Rio de Janeiro, 05 de Outubro de 2011 - 06h39min.

Homs - Os dissidentes em Homs disseram que cerca de 30 veículos BMP das forças sírias foram destruídos. Após o breve retorno das comunicações que estavam suspensas, foi possível que enviassem o relatório, prometendo ainda o envio de fotos e vídeos dos combates e acontecimentos atuais na região.

Entre os dissidentes mortos, foram citados o  tenente Ahmed Khalaf, o recruta Bashir e o cabo Mansour.

Rastan -  Morador de Rastan aproveitando o retorno relâmpago das comunicações fez uma chamada telefônica para o CCLS (Comissão de Coordenação de Locais da Síria) testemunhando o que viu e sofreu nestes dias.

Ele contou que o exército sírio bombardeiou a cidade de Rastan sem a menor preocupação de evitar as escolas, dizendo que nenhuma rua foi poupada. Ele disse ainda que o exército sírio tem ajudado os Shabihas a exumar corpos de manifestantes para sequestra-los (o que dificulta em saber o número exato de mortos nestes tempos trágicos). Entre os corpos exumados e sequestrados, os corpos de Ahmad Khalaf (não sabemos se este é o mesmo citado acima) também o corpo de seu pai.

O número de civis mortos conhecidos deve ultrapassar dos 60 incluindo 3 mulheres. A testemunha encontrou dificuldade de informar o número de crianças mortas e acredita que a informação de 20 menores mortos não seja correta.


A testemunha informou que mais de 3000 pessoas foram detidas, sendo a maioria dos presos levados para uma fábrica de cimento local, que se tornou uma das maiores prisões, além das escolas ( alerta às autoridades sobre a possibilidade do regime concretar corpos e utiliza-los misturados à massa nos projetos de construção de estradas anunciados na semana retrasada por Al-Assad...).
 "Eu não podia estimar o número de prisioneiros que foram torturados, mas há muitos deles. Eu sei que eles bateram nos detentos de uma maneira brutal sem precedentes, usando principalmente as soleiras de seus rifles. Eles visam as feridas dos presos feridos para espancar e torturar o que eventualmente levou à morte de muitos deles."    
 "Eles detiveram Yahya Al-Qasim Ashtar depois que ele foi ferido por dois "shrapnels" (estilhaços) nas costas das bombas de pregos usados ​​para bombardear a cidade. Eles também detiveram Munawwar Hussain Al-Ashtar (15 anos), apesar do ferimento à bala na cabeça, e Hareb Al-Hussain Ashtar (25 anos) e seu tio Musleh Qasim Al-Ashtar. A maioria das lesões foram na cabeça e no abdômen. Havia mais de 25 feridos em uma única família. 

Situação Humanitária

Ele confirmou o relatório anterior publicado no BlogHumans sobre as "condições extremamente difíceis" "a cidade está sem leite e pão para os bebés há mais de 5 dias faltam água e comunicações estão ainda cortadas."

Ele confirmou a informação de que "além do cerco da cidade, shabiha e forças de segurança invadiram a farmácia e todos os escritórios comerciais em Karaj rua no centro da cidade." 

Ele disse ainda que as forças de segurança "invadiram o hospital de campo e roubaram todos os dispositivos de uma das casas" que atendia alguns feridos... ( antes de queimarem-na com os feridos ainda estando vivos dentro dela. Isso aconteceu na frente dos meus olhos).

Mais dissidentes

Ele falou que o de deserções é maior que 250 soldados, que foram defender a cidade contra as forças de segurança. Eles receberam reforços de dissidentes que vieram de outras regiões vizinhas e por isto haviam conseguido "segurar o ataque na brutal do exército na cidade".

Mas a testemunha presenciou a chegada de um enorme número de reforços militares pró-Assad. Ele falou sobre um batalhão que todos os membros encobriam seus rostos.

"Eles foram muito cruéis e profissionais. Eles eram diferentes das soldados do Exército. Mataram pessoas violentamente e brutalmente, de uma maneira diferente para o exército e indiscriminadamente. Eles usavam as mulheres e crianças como escudos humanos para se proteger do fogo dos soldados que desertaram. Dessa forma, eles poderiam avançar para a cidade e o Exército Livre teve que se retirar para trás."

A testemunha ocular ainda disse que "muitos membros do Exército, incluindo soldados e oficiais foram executados depois que se recusou a atirar em civis ou tentaram defendê-los".

Foram usados centenas de tanques e lançadores de foguetes no ataque à Rastan.

"Eu vi os tanques e lançadores de foguetes com meus próprios olhos, eles foram posicionados na parte oriental do Rastan. Mesmo caças militares foram usados ​​nesta batalha."


Fonte: "CCLSy"


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