quinta-feira, outubro 06, 2011

Povo sírio rejeita proteção da Rússia e da China. Mudanças agora!

O embaixador russo procurou explicar a razão para o veto da resolução contra  a Síria na reunião do conselho de Segurança das Nações Unidas. ele se desculpou dizendo em outras palavras que "a Síria não precisa de mudanças bruscas, Precisa mudar lentamente." Mas o povo sírio saiu às ruas para rejeitar a proteção da Rússia e da China. Além dos protestos que já duram mais de 24 horas, bandeiras da China e da Rússia tem sido queimadas.


Por Saulo Valley - Rio de Janeiro, 06 de Outubro de 2011 - 17h46min.

Sentindo-se entre a cruz e a espada, muitas autoridades internacionais descobriram, que apostaram no lado errado do campo, consequentemente no time errado. A máscara da Síria já caiu por definitivo, e junto com  desmoralização do presidente Bashar Al-Assad, um efeito dominó ameaça desmoralizar ainda os países que vetaram a resolução européia contra o massacre sírio e o Conselho de Segurança que está perdendo seu poder de ação para países que sustentam terrorismo, crimes contra humanidade e todos os tipo de violações de direitos humanos e os países que se abstiveram de votar, no momento em que o assunto era: "Proteção da população síria".

Por falar em imediatismo, conversando com manifestantes sírios, comentei sobre esta desculpa da Rússia e eles responderam: "Nós estamos pedindo reformas políticas imediatas, e a saída imediata de Al-assad há 6 meses". E para falar a verdade, o volume de manifestações contra o veto foi tão grande que deixou bem claro que o povo sírio só não será socorrido se não houver interesse do Conselho de Segurança. Isto ficou bem explicado. Também ficou claro que os países que se abstiveram têm se mostrado oportunistas e que suas "palavras humanitárias" não coincidem com suas "ações humanitárias". ficou claro que o mundo já tem certeza do que o povo sírio está sofrendo e que daqui para frente, se esta situação não for reparada, eles poderão se cansar e buscar suas próprias armas e unir-se ao exército livre. Mais uma coisa está clara: Quanto mais o tempo passa mais se multiplicam os mortos e mais a crise se agrava, atraindo, como areia movediça, os países fronteiriços como a Turquia, o Iran, o Líbano, Israel e Iraque.

Quase sem chamar a atenção, porque o dia realmente estava muito conturbado, depois da Líbia, a Palestina também reconheceu o Conselho Nacional de Transição da Síria, criado no final de Agosto. 

Video: Em Idleb a manifestação contra o veto da Rússia e a China atravessou a noite.


As manifestações aconteceram na madrugada e no início da manhã em Idleb, Homs, Damasco e Douma.


Em diversas manifestações foram queimadas as bandeiras da China e da Rússia:


Em Homs, além das bandeiras russa e chinesa, imagens do Al-Assad e do líder do Hesbollah.


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