quarta-feira, outubro 05, 2011

ONU: Rússia, China vetam resolução contra Síria e Brasil, Índia, África do Sul e Líbano se abstiveram.

A Rússia e a China bloquearam a nova resolução proposta pelos 4 países europeus (França, Alemanha, Grã-Bretanha e Portugal) para o Conselho de Segurança das Nações Unidas. De acordo com a o relatório de imprensa da ONU, os países europeus procuraram atender a quase todas as exigências da Rússia, por meio de um número de concessões, para que o projeto fosse aprovado na reunião do Conselho.

Cortesia "United Nations Photo"
Por Saulo Valley - Rio de Janeiro, 05 de Outubro de 2011 - 08h37min.
Atualização: 23h50min.

O Brasil, a África do Sul, o Líbano e a Índia negaram apoio ao projeto que era descrito como "Ações Específicas", para impedir o progresso dos massacres contra civis e a contínua prática de crimes contra humanidade já denunciados pela Organização dos Direitos Humanos das Nações Unidas.

Abstenção - Mesmo com as justificativas depois da votação, países que se abstêm de sua oportunidade de voto numa hora em que há necessidade de solução quase que extrema para impedir um massacre que já chegou ao extremo, torna-se claro que sua omissão é uma ferramenta de PERMISSÃO. Uma assinatura para confirmar o assassinato de cada criança, mulher, estudante, ativista, pai de família, trabalhador, médico, jornalista, político visionário, soldado honesto, cientista brilhante, professor apaixonado e cidadão patriota.

A estratégia consistiu na "interpretação do texto" abrindo uma hipótese de que havia brechas para uma intervenção militar internacional na Sìria. De acordo com o relatório das Nações Unidas o embaixador russo Vitaly Churkin disse ao final da votação que a Rússia

"não apoiou o regime do presidente sírio, Bashar al-Assad, mas o projecto de resolução não iria promover uma resolução pacífica da crise."

Disse que o maior problema do projeto é o que caracterizou como "um conflito de abordagens políticas sobre a forma de acabar com a crise."


A Rússia entende que o povo sírio não está buscando uma mudança agressiva e sim gradual de regime, ressaltando que o texto ainda não leva em conta a ação de grupos terroristas extremistas lutando contra o regime sírio.


Enquanto que lá fora os manifestantes pedem a morte de Alassad, o fim do partido terrorista Ba'ath e o fim dos monopólios, ciranda financeira e corrupção imediatamente.


Video: Manifestação estudantil: alunos gritam frases como:

 "O povo quer a execussão do presidente".




Já a China, representada por seu embaixador Li Baodong disse que o texto demonstra preocupação com a violência na região, enquanto que o mesmo projeto "só complicaria as tensões existentes", focado apenas em exercer pressões sobre o regime sírio, que segundo acredita o embaixador Li, "não iria resolver a situação". disse a ONU.

Revolta

Voltando à estaca zero, a inércia do Conselho de Segurança, por causa da China e da Rússia (de acordo com a Al-Arabiya) provocou revolta em Washington, na verdade provoca revolta no mundo todo. É algo inacreditável, que o Brasil apóie este tipo de trapaça, já que vem fazendo campanhas públicas internacionais contra a corrupção...

A fonte reportou ainda que durante o discurso do embaixador sírio, as delegações dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha se retiraram. Este tem requerido um esforço sobre-humano para impedir atos de tamanha desumanidade contra crianças, jovens, mulheres e toda uma nação. Ainda caindo na classificação como "assuntos internos" da Síria, diversos aliados do governo sírio se mostram sínicos e dispostos a ficar lado-a-lado nesta gigantesca batalha contra uma sociedade civil que deseja lutar pela garantia de seus direitos universais.

Apesar da ação conjunta, a Rússia acusa a China de espionagem industrial militar, anunciando a prisão de um espião que buscava informações sobre os mísseis russos.

Ações independentes

Tristeza para muitos, o ministro turco Tayip Erdogan disse que um conjunto de novas sanções diretas contra a Síria seriam anunciados em breve. Ele ressaltou que algumas sanções já foram implementadas por que a situação não permitia que esperasse mais. O dia de hoje marca também o início dos exercícios militares da 39ª Infantaria Mecanizada e pelo menos 730 soldados da reserva em terras turcas, próximo a fronteira com a Síria na região conhecida de Hatay.

Em resposta, o governo sírio ameaçou retaliar qualquer tentativa da Turquia em oferecer suporte logístico e militar para os dissidentes sírios ou a tentativa de cruzar a fronteira com milhares de mísseis contra Tel Aviv, disse "debka."

EUA, representados pela embaixadora Suzan Rice disse que a América encontra-se "fortemente insatisfeita" com o fracasso do Conselho de Segurança, depois de tantos esforços...

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