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Brasil, Iran, Venezuela, China e Síria: Relações que comprometem.

Quando o Brasil não passava de um território grande "cheio de vegetação e índios", ele estava fora dos grandes centros de discussões sobre os rumos do planeta e da humanidade. Lutou, se sacrificou, evoluiu e foi recebido no Conselho de Segurança das Nações Unidas. Hoje, o peso de ser membro da ONU exige maior responsabilidade global.


Sessão de abertura do III Fórum Mundial da Aliança de Civilizações reúne
presidente Lula, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e o primeiro-ministro
 da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, no Rio de Janeiro. Foto: Ricardo Stuckert/PR
Cortesia: "Blog do Planalto"
Por Saulo Valley - Rio de Janeiro, 07 de Outubro de 2011 - 14h26min.
Editado as 16h23min. 

Quando o Brasil ainda não era membro do Conselho de Segurança da ONU, se mantinha completamente aliado aos passos da América do Norte. Fortemente ligado à Europa e à Àfrica, por causa de suas raízes.
Como todo país "pobre", o Brasil vivia independente. Seu crescimento era incentivado pelos americanos e europeus, por meio dos investimentos e na instalação de muitas indústrias estrangeiras na região. Mas suas amizades pouco importavam, exceto para a controversa aproximação do Iran, num período conturbado.

Seus laços de amizade eram tão comuns quanto ele mesmo e não despertavam interesse aos países considerados "potências", a não ser para comércio exterior.

Mas o Brasil mostrou que havia crescido e queria conhecer o mundo exterior. Ele se emancipou saiu de casa, na pessoa do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva. Durante seus dois mandatos, o país se decidiu por fazer parte do Conselho de Segurança das Nações Unidas e para isto precisaria cumprir uma grande lista de exigências.

O cumprimento destas exigências exigia muitos esforço e muitas reformas estruturais, como por exemplo, combater o analfabetismo, a mortandade infantil, a disparidade econômica entre as classes sociais, a favelização e violência urbana dentre outras. Em pelo menos 10 anos o Brasil de Lula se esforçou para reduzir as taxas em que na maioria delas o país se encontrava entre os últimos. No fundo do poço.

Como um país tão aprofundado em suas misérias, esperava ser membro da mais poderosa organização de líderes e potências do planeta?


Mas o mundo girou na contra-mão. A crise financeira e as tragédias naturais trouxeram oportunidades para que o "Gigante Adormecido" pudesse mostrar seus valores. Em março de 2011 o Brasil foi aceito no Conselho de Segurança das Nações Unidas como "Membro não-permanente". Esta oportunidade de ouro foi importante conquista para o país, mas também exige uma reavaliação sobre sua postura internacional.

Parceiros declarados publicamente como, Iran, Venezuela, Cuba, Síria, China já começam a pesar em seus ombros como país que auxilia as Nações Unidas na Intermediação das relações entre as grandes massas populacionais e suas lideranças políticas, suas responsabilidades requerem o máximo de transparência e firmeza em suas posturas e declarações.

Firmeza não significa agressividade, mas no sentido de se mostrar claramente sobre sua postura e preferências. Esta posição não lhe dá o direito à prática do protecionismo. Todos os membros do Conselho sabem que no momento em que fugirem às regras precisarão ser alertados, intimados e possivelmente julgados por seus maus caminhos.

Sentindo ainda o terreno, o país que outrora era chamado Brasilis, deve buscar as amizades e relações profundas com países que compartilham de sua nova realidade. Liberdade, direitos humanos, direitos internacionais, igualdade de direitos, combate ao racismo, discriminação sexual, homofobia, liberdade religiosa etc.

Há poucas horas o Ministério das Relações Exteriores publicou o fruto do encontro entre a Presidente Dilma Roussef e o primeiro-ministro turco Tayip Erdogan. Esta declaração veio como comprovação de que seus eixos precisam ser reajustados. Compromissando-se com uma parceria que promete ser profunda, automaticamente o Brasil se mostra ao lado dos planos estratégicos ou ideais dos Estados Unidos, Grã-Bretanha, França, Portugal e Itália entre outros. A União Européia viu esta atitude como um grande impulso na alavanca que proverá o socorro para a população síria, por exemplo.

A visita da presidente Dilma à Turquia coincidiu com outro evento sério: O falecimento da mãe do primeiro-ministro turco Tayip Erdogan. Segundo o site "youm7" ela tinha 83 anos e faleceu num Hospital em Stambul. Em consequência alguns compromissos foram adiados, entre eles, a visita ao campo sírio de refugiados em Hatay.

O Brasil por outro lado, o se coloca como traidor de suas relações amistosas com a Venezuela, Síria e Iran. Estas relações perigosas e mudanças bruscas de posição também constituem perigo. Esta atitude meio meretrícia, é arriscada.

Mas se o Brasil souber se manter ao lado do povo sem fechar as portas para a política da boa-vizinhança (excluindo casos como Síria de Al-Assad, A Líbia de Kadafi, o Iémen de Sleh e outros países na linha da marginalidade) poderá se manter equilibrado.

Na ausência deste equilíbrio o país periga. Ser visto ao lado do Governo Sírio, é desejar ser odiado por 100%  do povo sírio. Ontem em contato com manifestantes, recebi a seguinte mensagem:

"Nós nunca nos esqueceremos dos que nos apoiaram. Também nunca nos esqueceremos dos que estiveram contra nós. Nunca mesmo. Nunca serão perdoados."

Esta agressiva mensagem, na verdade é uma palavra de posição firme. Coisa que o Brasil não demonstrou até agora. Pouco se sabe sobre as ações do Brasil no Conselho de Segurança. Quando entrevistado, o Ministro das Relações Exteriores Antônio Patriota diz que "a posição do Brasil será a posição que a ONU tomar." Esta é uma clara manobra para não ter que se responsabilizar por suas declarações, ou para permanecer em eterna abstenção.

Sem declaração própria e sem voto, sem externar opinião pessoal, o Brasil deixa de utilizar seu privilégio adquirido por anos de dedicação e esforço para se manter protegido e garantir suas amizades por longas datas. Mas este é um jogo perigoso. por esta razão, está na hora de mostrar a sua verdadeira cara e deixar o mundo decidir se fica ao seu lado ou contra você.

É arriscado? Pior é ficar em cima do muro. Nesta situação seu inimigos deverão ser seus próprios amigos e seus amigos poderão ser seus verdadeiros inimigos.

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