segunda-feira, outubro 17, 2011

Ban Ki-Moon fala sobre a Síria, a trama iraniana, Kosovo e Sérvia e desenvolvimento sustentável.

"Enfrentamos grandes desafios. Estou trabalhando duro para fortalecer as Nações Unidas e modernizar nossas operações. Nosso objetivo é responder melhor às necessidades das pessoas do mundo."
Pres. Micheline Calmy-Rey e Sec. Geral Ban Ki-moon
Foto cortesia: "UN Photo Geneva"
Por Saulo Valley -Rio de Janeiro, 17 de Outubro de 2011 - 18h02min.

   De volta à Suíça,o Secretário Geral Ban Ki-Moon das Nações Unidas reuniu-se com a presidente suíça Micheline Calmy-Rey. Durante o encontro em Genebra, conversaram sobre diversos temas que foram as "mudanças dramáticas da Primavera árabe" os "Objetivos de Desenvolvimento do Milênio" a "conferência do G20 no Rio em 2012" que abordará o "desenvolvimento sustentável", a atual crise, que ele chamou de "turbulência econômica global", a avaliação importante no momento, da "capacitação das Nações Unidas", as questões envolvendo segurança e a "crise financeira na Europa".

Crise Econômica Internacional

Ban Ki-Moon explicou que o agravamento da crise econômica está diretamente ligada à:

  1. Crise de confiança. Confiança esta que as instituições e os bancos não estão mais conseguindo oferecer. Também relacionou a:
  2. Distância das reações do mercado financeiro em relação à reação política. Disse que enquanto os mercados gastam alguns nano-segundos para tomar uma decisão, as autoridades políticas gastam, minutos, horas dias e até anos, quanto ao mesmo tema. Também disse que os líderes têm se concentrado demais nas crises internas, deixando a crise internacional para ser resolvida numa outra oportunidade. Ki-moon disse que:
  3. A crise financeira internacional precisa ser combatida ao mesmo tempo que a crise interna. Ele aconselhou que as autoridades saibam organizar suas agendas a fim de que estejam resolvendo os dois problemas ao mesmo tempo quando afirmou:

 "Os líderes devem olhar para além das suas fronteiras nacionais. Eles não devem regatear longo de todos estes interesses domésticos regional. Eles têm que sair com uma perspectiva mais ampla para salvar este mundo."

Palestina e Israel

O Secretário-Geral disse em sua observação sobre a crise na região, comentou que a notícia da troca de prisioneiros soa muito bem, mas em outras palavras ele gostaria realmente de que houvesse um acordo de paz mais definitivo e que este gesto desse sequência a uma relação amistosa entre os países, para que haja estabilidade na região e que a Palestina possa finalmente gozar "de uma verdadeira liberdade e sócio-econômico, apoio e direitos humanos."
"Como um secretário-geral da ONU, e também como membro do Quarteto, que todas as suas aspirações genuínas seriam melhor servidos se eles saem a partir desta solução negociada."
Irã, EUA e Arábia Saudita

Durante a conferência de imprensa a jornalista Jennifer Freedman da agência "Bloomberg News" perguntou sobre a sua visão pessoal do Secretário-Geral sobre a implicação do Iran no planejamento do assassinato do Embaixador Saudita para os Estados Unidos. Ela perguntou se o Irã poderia ter rompido os tratados da ONU, neste caso?

Ki-Moon disse não ser capaz de responder a pergunta mas afirmou ter recebido os relatórios, enviados pelo Iran, Arábia Saudita e os Estados Unidos e que as correspondências foram reenviadas para o Conselho de Segurança para análise. Ele afirmou ainda que a discussão sobre o assunto será mesmo no Conselho de Segurança.

Síria e o massacre de civis

O Secretário-Geral disse que o Conselho de Direitos Humanos nas Nações Unidas "tomou medidas muito importantes e decisivas" sobre a "criação de uma Comissão Internacional de Inquérito sobre a Síria".

Ele disse estar frequentemente discutindo o assunto com presidente Bashar Al-Assad, sempre "instando-o a aceitar esta Comissão Internacional de Inquérito" enviado pelo Conselho de Direitos Humanos.

Ban Ki-moon destacou que a Síria permitiu a entrada da "missão humanitária" enviada pelas Nações Unidas no país há cerca de 1 mês. Afirmou que a missão constatou que o povo sírio

"Eles estavam muito revoltados com a matança contínua de população civil." e disse que "esta matança deve parar. Imediatamente." Disse ainda que tem buscado incentivar a cúpula do regime sírio ao diálogo com a oposição, alertando que as reformas políticas devem realmente ser implantadas "antes que seja tarde demais".
Alertou ainda que o governo sírio deve ser capaz de iniciar o diálogo que havia prometido antes.

"Neste momento, estou instando-o novamente para tomar medidas mais decisivas e aceitar esta Comissão de Inquérito dos Direitos Humanos o mais rapidamente possível, para saber exatamente a situação lá. Se eles estão argumentando que mais seguranças foram mortos, a Comissão de Inquérito dos Direitos Humanos do Conselho poderá verificá-lo. Por isso, é uma oportunidade muito boa para eles na sua posição perante a comunidade internacional, ao invés de simplesmente fechar sua sociedade e continuar a matar seu próprio povo.
Ban Ki-moo falou ainda sobre desenvolvimento sustentável como sendo um grande assunto a ser tratado no próximo G-20 e sobre a crise na entre Kosovo e Sérvia, para este último, o Secretário-Geral das Nações Unidas aconselhou a busca do "diálogo de forma harmoniosa."

Referência: Relatório de Imprensa das Nações Unidas.

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