sábado, outubro 08, 2011

Arabia Saudita: Manifestantes recebidos à tiros em Riad. A verdade:

A Arábia Saudita encontra numa grande dificuldade agora. Depois que um grupo de dissidentes de todo o mundo enviou um pedido para que o país fosse excluído do rol de membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas, uma sequência de acontecimentos vieram a expor o país e seus crimes. Desde penas de mortes absurdas à execussão de manifestantes nas ruas nos mesmos moldes que Iêmen e Síria.

Por Saulo Valley - Rio de Janeiro, 08 de Outubro de 2011 - 19h22min.

A primeira iniciativa do governo Saudita foi anular a condenação às 10 chibatadas, a mulher que havia sido condenada por ter sido flagrada dirigindo seu automóvel. Isto aconteceu no final do mês de Setembro, mas a sentença foi denunciada pela Anestia Internacional à Organização dos Direitos Humanos das Nações Unidas.

De acordo com a Anestia Internacional, logo assim que o mês do Ramadan terminou, as execuções foram retomadas em uma intensidade que classificou como "um número alarmante".

A Anestia denunciou também que 8 pessoas foram decapitadas públicamente por terem sido supostamente responsáveis pela morte de um egípcio em 2007. A organização acusa que os julgamentos e condenações estão se sucedendo em grande velocidade e volume, apesar de suas leis estarem muito aquém da realidade dos direitos humanos internacionais. A Arábia Saudita tem suas leis baseadas no islamismo. Muitas das condenações são com base nos decretos religiosos que nem sempre constam na constituição do país, como exemplo, a proibição de mulheres no volante.

"processos judiciais na Arábia Saudita estão muito aquém dos padrões internacionais de julgamento justo e notícias dessas execuções múltiplas recentes são profundamente perturbadoras", disse Hassiba Hadj Sahraoui, diretora adjunta da Anistia Internacional para o Médio leste e norte da África. "As autoridades sauditas parecem ter aumentado o número de execuções nos últimos meses, um movimento que coloca o país em desacordo com a tendência mundial contra a pena de morte." "O governo deve estabelecer uma moratória imediata sobre as execuções no Reino e comutar todas as sentenças de morte, tendo em vista a abolição da pena de morte, acrescentou."
Protestos


Um jovem ativista foi acusado pela inteligência saudita que iniciar uma onda de protestos no mês de Março deste ano. Em violenta repressão, as forças policiais dissiparam as manifestações mas não conseguiram prender o suspeito.  De acordo com o site "network54", a polícia procurou a família do líder do movimento e se irritaram depois que não conseguiram nenhuma informação a respeito do rapaz. A fonte informou que a polícia da aldeia de Awwamiya decidiu prender os pais do manifestante. Um deles, de 60 anos teria tido um ataque cardíaco, enquanto era mantido sob custódia até que o rapaz aparecesse para responder por seu crime, de espalhar impressos que promoviam e impulsionaram os manifestantes Xiitas no Bahrein. No dia 03 de Outubro a população foi protestar na frente da delegacia para que os pais do acusado fossem liberados. Mas a polícia respondeu com ataques com armas de fogo de diversos calibres, como você pode conferir nos vídeos abaixo. De acordo ainda com o site, citando uma testemunha que disse:

"A cidade está agora sob cerco das forças de segurança, disse Ali Al Ahmed, um ativista xiita na Arábia"
Nas ruas manifestantes são recebidos à balas de verdade como forma desesperada de silencia-los nos, primeiros sinais de levante, o que deixou um saldo de pelo menos 24 pessoas atingidas segundo a Aljazeera

As autoridades disseram que grupos estrangeiros, encapuzados e pilotando motos, talvez enviados pelo rival Iran tenham atacado 11 seguranças e mais 3 civis que estavam no local dos protestos em Al-Qatif. Mas vídeos gravados pelos manifestantes vão sendo revelados pouco à pouco, mostrando realidade muito diferente e distante:



De acordo ainda com o site "arabamericannews", o número elevado de feridos foi resultado de uma tentativa de uma manifestante de entrar na delegacia para negociar com os policiais. De acordo com a fonte, ele teria sido preso e imediatamente os manifestantes começaram a apedrejar a delegacia.

O site disse ainda, com base em uma testemunha, que desde o mês de fevereiro tem ocorrido esporádicos protestos pedindo por "democracia e direitos civis".

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