sexta-feira, setembro 09, 2011

Theerã corre para fazer novas alianças enquanto as velhas vão sucumbindo...

O Iran é um país isolado por si só. Não é necessário muito esforço para fazer com que fique perdido no Oriente Médio. Lutando para continuar defendendo seu poderio interno e seu poder esmagador sobre o povo iraniano, o país busca fugir dos compromissos ligados aos direitos humanos, direitos civis e direitos internacionais, que se observados, todo seu monopólio iria por água abaixo automaticamente.

Encontro Bilateral - Brasil e Irã - Foto: Pedro França/MinC
Cortesia: "Ministério da Cultura"
Por Saulo Valley - Rio de Janeiro, 09 de Setembro de 2011 - 09h32min.

Ao passo que os países ocidentais progrediram na questão humanitária, tornaram-se mestres da maioria dos países árabes, que até então o maior obstáculo para que a população árabe tivesse uma vida mais humana vinha sendo a própria religião.

Com o passar do tempo o Islamismo foi se fragmentando e a maioria de suas ramificações acabaram deixando o radicalismo para um estilo de vida mais democrático. Mais livre. Mas na maioria dos países árabes, a religião controla a política ou vice-versa. Isto tem um peso muito grande sobre as leis e a forma como as leis são executadas.

Como exemplo paralelo: Há mais de 3.000 anos atrás, um texto foi escrito na Bíblia Sagrada que se fosse levado ao pé da letra hoje, não haveria nenhum ser humano vivo:

"Eis que todas as almas são minhas; como o é a alma do pai, assim também a alma do filho é minha:  a alma que pecar, essa morrerá." - Ezequiel 18:4

Compreendendo o peso das leis de Deus sobre a lei dos homens, a maioria dos países buscaram ser mais flexíveis. Menos o Iran. Oferecendo absoluta resistência à compreensão desta realidade nos dias de hoje, o governo Iraniano seguiu em perseguição ao ocidente e sua evolução cultural.

Mas há razões para isto e também há razões para estas reações de repulsa cheguem ao fim.

No final da Segunda Guerra Mundial, quando o mundo se dividiu em mais uma guerra pelos mercados apelidada de "Guerra Fria", haviam duas religiões predominantes. O Cristianismo e o Islamismo.

O Islamismo predominou no Oriente enquanto o Ocidente foi abraçado pelo Cristianismo. Lentamente a Europa foi povoada por muçulmanos e em vinte anos cerca de 50% da Europa já havia aderido ao Islam. Os muçulmanos radicais decidiram dominar o mundo numa época em que a única coisa que os ocidentais conheciam sobre eles eram os atentados terroristas e suicidas. Os Jihadistas infernizaram o mundo e esta imagem ficou gravada na figura de Osama Bin Laden.

O ódio despertado pelo ataque às torres Gêmeas fez com que o restante do ocidente tremesse ao ouvir falar a palavra "Islam". Mas a guerra sempre trás algo de bom lá no fundo. Bem no fundo: As inúmeras guerras americanas e europeias contra adversários orientais, acabaram por abrir a mente das populações quanto aos dias modernos, aos direitos humanos e a democracia.

É lógico que o termo "Democracia" foi sendo utilizado para praticamente substituir a frase: "É um assalto".
Este é um crime praticado por reis, príncipes, presidentes, sheikes, primeiros-ministros e outras autoridades máximas de países tanto ocidentais quanto orientais. Cristãos ou muçulmanos.

No lado muçulmano os líderes utilizaram o pecado de luxúria, a abnegação e os votos de santificação para reter todos os recursos financeiros do povo, ao passo que por baixo das vestes de líderes religiosos haviam apenas políticos e empresários podres de ricos de recursos públicos.

Nesta prática o Iran permaneceu e quando viu que a maioria dos países árabes estavam compreendendo a mensagem ensinada por países ocidentais, (inicialmente por Londres), decidiu pela oposição. Buscou alianças com países historicamente inimigos do ocidente a fim de se fortalecer e não ficar isolado. Mas à medida que estes países também foram relaxando em seus regimes e tornando suas leis um pouco mais flexíveis, o Iran voltou a ficar sozinho.

Para sobreviver, o país fez parcerias com regimes mais tradicionais, como o regime da Líbia, Líbano, Síria, Venezuela e Bolívia, mesmo não sendo regimes islâmicos. Mas quando alguns destes governos começaram a despencar por causa dos levantes populares que clamavam por democracia e direitos humanos, o Iran percebeu que estava prestes a ficar sozinho mais uma vez e decidiu adiantar-se e buscar parcerias bilaterais com países assumidamente inimigos da América como a Rússia e a China (este último na verdade só compete na questão mercadológica). Também atraiu para perto de si países menores em ascensão ou que vieram de guerras americanas ao terror, que buscam sua auto-suficiência e independência como o Iraque, Paquistão, Cuba e o *Brasil.

Para evitar reação popular o Iran ataca os intelectuais. Proíbe e persegue os estudiosos. Prende e executa os sábios e os mais informados. Mantidos numa redoma de isolamento cultural o povo vive hoje como se estivesse no ano de 1950.

Mas inevitavelmente o Iran deve se tornar o último Estado Islâmico Radical do planeta, até que não suporte mais a pressão dos novos tempos...

*Para deixar bem claro, o Brasil que era uma colônia americana amigável e voluntária, deixou de aceitar influências culturais do poderoso Estados Unidos por força da invasão injustificada do Iraque e a contínua obsessão por perseguir os muçulmanos sem que houvesse distinção entre os terroristas e os religiosos. Na queda do World Trade Center, mais da metade dos brasileiros sentiram que a América estava recebendo o que merecia. Muitos deles, apesar de atônitos (mais pela ousadia do ataque), observavam a queda dos edifícios com certa solenidade. Como quem assiste ao hasteamento da bandeira nacional. Mas os brasileiros choraram com as mortes dos inocentes. Afinal ser brasileiro é ser acima de tudo humano.

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