quinta-feira, setembro 22, 2011

Síria: Mohamad Al-Saleh um importante ativista está preso pelo regime.

Toda a Síria está alarmada com a onda de prisões de ativistas. A verdade é que Assad está tentando parar as manifestações eliminando as lideranças. Mais de 50 ativistas já foram presos e mortos pelo Serviço Secreto, após duras torturas. Al-Saleh é um homem de 54 anos.

Por Saulo Valley - Rio de Janeiro, 22 de Setembro de 2011 - 20h52min.

Mohamad Al-Saleh foi preso político de 1988 a 2000. Foi  membro do Partido Trabalhista Sírio Comunista. Saleh é membro da Coordenação Nacional da Revolução Síria e  ativista político dedicado. Foi um proeminente preventor do sectarismo que o regime tentou implantar em Homs em Julho passado. Foi citado pelo site de direitos humanos "nowlebanon" por ter conhecido a comitiva russa em recente visita a Damasco, apresentando na oportunidade, a realidade nua e crua do povo sírio.

Ativistas internacionais disseram que Mohamad Al-Saleh conseguiu dar entrevistas para muitas emissoras de TVs usando seu nome verdadeiro, tendo a oportunidade de mostrar ao mundo um pouco do que o povo sírio vive atualmente. Por estes motivos, o importante líder foi preso e difícilmente retornará vivo.

Prisão

Sua prisão se deu na manhã de hoje numa emboscada. Aliás, Assad e seus capangas têm utilizado com frequência esta estratégia. Parecida com a que matou o Major General Abdel Fatar ex-líder militar da revolução líbia.

Saleh estava na região de Bilal quando recebeu uma chamada telefônica de um conhecido que o convidou para ir conhecer um suposto repórter da Aljazeera que queria encontrá-lo para uma entrevista. O contato marcou um encontro num local que quando Saleh chegou, foi surpreendido pelo Serviço Secreto e começaram a espancá-lo. De acordo com testemunhas, depois de ter apanhado muito foi posto dentro do carro da segurança e levado.

Video: Uma pequena amostra das atividades do exército sírio contra populares.


Outro sequestrado em Homs: Zainab Al Husni


Zainab Al Husni de 19 anos, teve cabeça, braços e pernas amputados pelas forças de segurança da síria. Seu rosto foi desfigurado e queimado, e todo o seu corpo apresentava perfurações e marcas de torturas e queimaduras graves.

Sequestro

Muhammad Al-Husni era seu irmão e era um dos ativistas mais famosos da região. Várias fontes contaram que as forças de segurança e os Shabihas haviam invaddido a casa de família do rapaz muitas vezes á sua procura.

Depois de um certo tempo seus familiares precisaram se mudar. Segundo as fontes eles alugaram uma casa no bairro de Al-Naziheen. Para a sua segurança Muhammad precisava continuar escondido.

Mas Homs foi novamente sitiada e sua família passava necessidade. Sem poder se expor, Muhammad decidiu enviar sua filha Zainab Al Husni de 19 anos para levar alimentos aos familiares que ficaram na cidade.

Além do perigo, todo o povo sírio sabe que é terminantemente proibido levar alimentos para famílias e regiões sitiadas, sendo o infrator castigado com a morte.

Exatamente na manhã de segunda-feira do mês de Ramadã (dia 02 de agosto) a moça foi seqüestrada.

Por causa da ocupação as comunicações estavam cortadas. Ativistas contaram que cinco dias depois do seqüestro de Zanaib é que a família recebeu um telefonema dizendo que Zainab poderia ser devolvida em troca de Muhammad.

Enquanto a família negociava o local da troca o telefone foi desligado. Mas no dia 13 de Setembro souberam da morte de Muhammad pelas forças de segurança e do serviço secreto. A família em completa comoção soube que o corpo de Mohammad estava no Hospital Militar de Homs.

Como eu já havia publicado antes, durante a tentativa de transferência do corpo de Mohammad do Hospital Militar, um funcionário se lembrou de que havia outra pessoa com o mesmo sobre-nome, então procurou-os.

Sem querer acreditar, acompanharam o funcionário que os levou até a geladeira e encontraram o corpo decepado, mutilado, barbarizado e irreconhecível da jovem moça.

Após o difícil reconhecimento do corpo, os familiares só tiveram permissão para receber sua o corpo de Zanaib após ter assinado um documento prometendo não gravar nenhum vídeo de seu corpo, e não organizar mais do que um discreto funeral.

Depois é só ficar em silêncio como se nada tivesse acontecido e pronto.


Vídeo: manifestantes conduziram o velório de Zaynab de 19 anos, morta brutalmente
pelos terroristas do governo sírio.


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