quarta-feira, setembro 21, 2011

Síria cerca mesquitas e escolas para impedir manifestações pacíficas.

O Brasil está de parabéns! O evento que começou a partir do Facebook, foi para as ruas pacíficamente reuniu quase 3.000 pessoas que protestaram contra a corrupção política. Na metade do evento os reforços policiais haviam sido dispensados. 
O povo brasileiro pede, justiça, cadeia e até morte para políticos corruptos.
Foto: Saulo Valley
Por Saulo Valley - Rio de Janeiro, 21 de Setembro de 2011 - 14h17min.
Atualização: 16h26min.


Enquanto que na síria, no primeiro momento que estudantes do intermediário escreveram no muro da escola contra corrupção e ditadura foram presos e torturados pelo Serviço Secreto. Desde então as forças e reforços têm sido multiplicados contra a população. Oficialmente mais de 2700 mortos até agora.


Soldados espancam manifestante. O vídeo termina antes de mostrar qual terá sido o seu fim...



A situação na Síria caiu num ciclo vicioso. O exército sitia uma cidade, as forças de segurança invadem com seus ônibus lotados de Shabihas, anuncia-se o toque de recolher, o serviço secreto invade as casas, confere as identidades e prende as pessoas que estão listadas. Confiscam seus valores, quebram seus móveis, espancam, torturaram e matam. Os tanques atiram contra as casas, as metralhadoras anti-aéreas fazem chover projetis sobre as residências, os snipers matam a todos os que ousam sair para as ruas e os presos são arrastados para os ginásios esportivos e escolas. Lá são torturados, humilhados e 80% deles são liberados (cheios de sequelas). Os outros 20% são torturados até a morte alí mesmo ou em prisões subterrâneas. Depois de deixar toda a cidade completamente esmagada, levantam acampamento e iniciam tudo de novo em outra cidade. Completado o ciclo, voltam outra vez na primeira cidade sitiada e repetem todo o processo. Não precisa dizer que de isolamento em isolamento, o número de populares é literalmente  cada vez menor... Uma minoria tem coragem para cruzar as fronteiras, já que as forças de segurança adotaram a prática de perseguí-los durante a fuga, numa caçada mortal e desumana.

Video: O professor Abdul Baset Hamza era diretor de uma escola síria 
(média violência).


Shabihas hiperlotam as entradas das escolas para impedir manifestação de estudantes como exemplo neste vídeo:



Força internacional

Esta mulher que aparece cantando no vídeo uma canção muito popular nas demonstrações sírias, comanda o apoio ao povo sírio na Alemanha, Áustria, Boêmia, Eslováquia e em Praga. Concordo que é difícil para um árabe puxar esta letra, muito mais difícil ainda para uma alemã:


Atitude Internacional

Estamos buscando uma solução melhor que aumentar as pressões políticas e comerciais. A economia síria está estagnada. A recessão já está instalada confortávelmente no país e veio para ficar lado-a-lado com a morte. As duas únicas companheiras do povo sírio. Enquanto Erdorgan e Obama discutem aumentar as pressões contra a Síria, deveriam pensar numa forma de pressionar Bashar Al-Assad e sua corja. Eles ainda estão muito protegidos por trás do Estado. Nenhuma destas ações violêntas têm sido comandadas nem executadas pelo Estado e sim pela família Assad e seus apoiadores, que têm interesses financeiros neste genocídio sem precedentes.

Uma declaração que parece ingênua pode ser uma estratégia para evitar que Assad enfrente julgamento futuramente: O artista Youssef Shaaban, que é amigo da família e acompanhou Assad desde quando era pequeno alegou no último dia 20 que Al-Assad tem um incurável transtorno mental. Segundo seu depoimento publicado pelo site árabe "Youm7" Assad teria passado toda a sua vida frequentando psiquiatra mas o seu médico particular disse que ele precisaria de acompanhamento médico por toda a sua vida.

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