terça-feira, setembro 27, 2011

Mulheres árabes assumem importante papel na revolução como um todo.

As mulheres árabes estão em destaque nestes dias. Na síria são os alvos de ataques. Na Arábia Saudita, a primeira mulher acaba de ocupar uma posição importante no governo, e no Iêmen, centenas delas saíram às ruas nesta Segunda pelo fim do regime de Saleh.

"Women's line" foto cortesia: "Mona"
Por Saulo Valley - Rio de Janeiro, 27 de Setembro de 2011 - 19h17min.


As mulheres árabes sempre viveram sob pesado jugo, causado pelas religiões machistas e discriminadoras. De acordo com estes ensinamentos, humilhar e oprimir o sexo feminino é uma determinação de Deus. Mas quando o mundo árabe se viu em completo caos, as mulheres surgiram como importante e influente colaboradoras. O mais interessante nisto tudo é que elas não foram convidadas, nem se ofereceram. Foram inseridas naturalmente por natureza (ou quem sabe por provisão divina).

Se Deus condenava o sexo feminino e hoje elas se tornaram importantes aliadas do sexo masculino na busca pelo equilíbrio humano, então a revolução querido(a) leitor(a), provavelmente tenha começado no céu antes de chegar até ao Oriente Médio!

Desde o início deste ano, os manifestantes saem às ruas pelo fim do regime de Saleh, no Iêmen. Até agora já foram registradas mais de 450 mortes, reconhecidas oficialmente. Nesta Segunda-feira, as mulheres ienemitas saíram às ruas pedindo a queda do ditador. Opressor e cruel, Saleh é mais um daqueles que não abrem mão de sua mina de tesouro, que consiste em oprimir o povo, retirar todos os recursos de suas mãos e do Estado e guardá-los em seus próprios bolsos. Com o uso das forças de segurança e seu poder de fogo, ele pretende manter o povo sob controle e sua posição intocável.


Arábia Saudita

Mas os tempos mudaram e não há como rústicas ditaduras suportarem as exigências do mundo globalizado. Assim como no Iêmen, na Arábia Saudita, o Rei Mohammad Aziz Abdul se esforça para compreender a linguagem dos direitos humanos internacionais, permitindo à Sheik Elisa Ghanem de 40 anos, de ter sua vaga garantida no parlamento, após grande vitória nas eleições tendo sido a favorita dentre 85 concorrentes. De acordo como Site "tg1.rai", cerca de 46% dos eleitores eram do sexo feminino. Elisa Ghanem concorreu à uma vaga na nova formação do "NCF" Conselho Nacional Federal.

No lado posto da Lei, hoje tornou-se de conhecimento público que uma mulher saudita que vestiu a camisa da campanha "Women2Drive", que protesta pelo fim da proibição de que mulheres dirijam automóveis, foi presa em flagrante em seu veículo e condenada a 10 chibatadas. Jastaniah foi presa em Julho passado quando o movimento ganhou as páginas dos principais sites de notícias do mundo. Depois disto teve que responder a um processo em liberdade. Ontem foi anunciada a decisão judicial.  A  AFP informou que a Anystia Internacional emitiu uma declaração em protesto ao castigo de Jastaniah às 10 chibatadas, que por coincidência aconteceu um dia depois que foi anunciada a eleição da primeira mulher para o Conselho Nacional Federal em Jedah, o "Conselho Shura". Segundo a AFP, a Anistia Internacional disse que a concessão do direito ao voto nas eleições municipais, a concessão de uma vaga para uma mulher no Conselho, tornam-se demonstrações que se invalidam após a condenação de uma mulher que dirigiu um automóvel.


O mais curioso é que a não há lei convencional que proíba a mulher de dirigir, apenas um decreto religioso.

Video: Shabiha desertor, fala sobre o sequestro de mulheres na Síria: Legenda disponível.

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