quarta-feira, agosto 17, 2011

Síria: À espera de um milagre

No dia 7 de Agosto Hama estava afogada em sangue. Um número de mortos incontável para a situação. Um gigantesto bombardeio caindo sobre a cidade. Canhões anti-aéreos instalados nas montanhas que cercam o vale de Hama fizeram chover ódio e destruição sobre o povo da Síria. Mais de 60 tanques adentraram em Hama no fim da madrugada vomitando projetis de diferentes calibres ao mesmo tempo. Milhares de pessoas ainda dentro de suas casas sentiram o mundo desabando sobre elas com explosões infernais e fogos vindo de todos os lados.

A página do Facebook que o povo sírio buscava
reunir um milhão de assinaturas para pedir socorro
ao Rei Abdullah
 tem hoje 110.878 membros...
Por Saulo Valley - Rio de Janeiro, 17 de Agosto de 2011 - 16h42min - Atualizado em 23 de Novembro de 2011 - 21:19

Em uma semana pelo menos 450 pessoas morreram. Um morador que atuava como voluntário no transporte de corpos descreveu esta situação, dizendo que até o momento em que ele conseguiu permanecer em Hama, 350 pessoas estavam mortas e muitas delas estavam sendo enterradas nos quintais e nas praças públicas.

Este cenário caótico e gratuito provocou ira nas principais autoridades do planeta, e em particular o Rei
Abdullah bin Abdul Aziz da Arábia Saudita. Em rede nacional. "O Guardião das duas torres", como é o seu título como principal líder islâmico saudita, levantou-se de seu trono e despejou palavras de exortação ao presidente sírio Bashar Al-Assad por seus crimes contra o povo sírio.

Um dos primeiros franco-atiradores iranianos visto em 09 de maio/11
O fato que tornou-se histórico, já que raramente o Rei era visto fazendo pronunciamentos públicos, acabou tornando-se uma rotina. Duas vezes seguidas o Rei Abdullah precisou exortar Al Assad, que por sua vez intensificou o extermínio da população, ampliando suas alianças com o Iran publicamente e com o Hezbollah em secreto. Mas enquanto o líder do Hezbollah nega sua participação nos massacres, o povo da síria consegue reconhecê-los no meio das forças de segurança, desde o mês de Maio, assim como os franco-atiradores do Iran. O fato foi confirmado depois por vários soldados dissidentes passaram para o lado do povo.

Desta vez o Rei queria mais que palavras. Continua...

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