domingo, agosto 07, 2011

Brasil, Índia e África unem suas vozes aos que condenam massacre na Síria

O Rei Abdullah Bin Abdul Aziz da Arábia Saudita em seu histórico discurso pelas comemorações do mês do Ramadã condenou veemente neste Domingo a violência exercida pelo governo da Síria contra seu povo. Em rede nacional, falando para a TV Al Arabyia, o monarca mostrou-se bastante preocupado com o massacre de civis.


Por Saulo Valley - Rio de Janeiro, 07 de Agosto de 2011 - 19h34min.

Destacando as palavras pronunciadas pelo Rei em rede nacional como dizendo: "O Reino da Arábia Saudita não vai aceitar o que está acontecendo na Síria." E chamou o confronto dizendo que "a repressão do governo contra os manifestantes é desproporcional" e disse ainda que os "eventos na Síria são inaceitáveis."

Conselho do Golfo

Este acontecimento veio de encontro com o último comunicado de Assad, há poucas horas, lamentando o pronunciamento do CCG que finalmente rompeu o silêncio para condenar as ações sangrentas do regime sírio. Classificando o governo sírio como um governo de "sabotadores" fazendo referência aos ataques frequentes aos hospitais, sabotando os geradores de energia ocasionando na morte de 40 recém nascidos que estavam nas emcubadoras, além de dezenas de pacientes só em Hama, ainda Deir Al-Azour entre outras cidades sírias têm sofrido terrível violência contra todos os tipos de direitos. O Conselho condenou também o "uso excessivo de força" contra a população.

Bashar Al-Assad se manifestou negativamente em repúdio ao discurso do Conselho do Golfo dizendo:
"A Síria tem recebido com pesar a declaração emitida pelo Conselho de Cooperação do Golfo."
Em seguida Assad defendeu a mesma velha teoria de que grupos armadas estão vandalizando o país e que  "a Síria segue no firme propósito de implementar as prometidas reformas políticas rumo à democracia e à estabilidade nacional."

Estados Unidos

O Presidente Barack Obama pediu ontem à noite para que os americanos abandonem a Síria. Pediu para que os que estão fora evitem entrar no país a não ser que haja um motivo muito justo.

Kuwait

Hoje pela manhã o condenou no sentido pleno as ações sanguinárias do regime sírio. Imediatamente o país encerrou as atividades da embaixada do Kuwait na Síria, chamando de volta seu embaixador, dizendo que o "Embaixador sírio no Kuwait vai derramar sangue inocente sozinho" para justificar a sua expulsão do diplomata do país.

Liga Árabe

Hoje cedo, por volta das 13 horas de Brasília, a Liga Árabe condenou a violência brutal na Síria pedindo o fim do massacre.

Papa Don Bento XVI


Por volta das 10h00 da manhã de hoje o Papa fez um "apelo desesperado para que a Síria restabeleça rapidamente a coexistência pacífica com a população."

Estas tão esperadas manifestações públicas deram impulso aos outros conselhos e autoridades para se manifestarem publicamente sobre os absurdos do regime sírio:

Brasil, África do Sul e Índia

Os três países que se abstêm do votar ou opinar sobre qualquer ação do Conselho de Segurança das Nações Unidas com relação a Síria, decidiram se reunir nesta semana para discutir a situação do crescente derramamento de sangue no país.

De  acordo com o site brasileiro o "Estado de Minas"  que disse que "o subsecretário para Oriente Médio do Ministério das Relações Exteriores, Paulo Cordeiro tem como plano viajar até a Síria para pedir pessoalmente em nome dos três países, pelo fim do massacre dos civis. Ele pedirá que o governo da Síria cumpra as recomendações que o Conselho de Segurança da ONU enviou em um comunicado na Quarta-feira passada. A agência mineira de notícias destacou que o governo brasileiro reconheceu a necessidade urgente de "cobrar o fim da violência patrocinada pelo governo da Síria."

Nota: O site Árabe Aleqt publicou o texto do discurso do Rei Abdullah na íntegra.
http://www.aleqt.com/2011/08/07/article_567304.html

ATUALIZAÇÕES

20h39 -  * MPs Kwait está exigindo todos os países membros do Conselho chamem seus embaixadores que atuam na Síria de volta - Alarabya

**  Houve uma manifestação popular na Arábia Saudita, por cerca de 300 pessoas inclusive mulheres e crianças, ao saber da decisão do rei de chamar seu embaixador na Síria de volta! Fonte "SNN" - Esperando atualizações detalhadas.

Resposta síria

Em resposta á reação mundial contra os massivos crimes praticados contra o povo Sírio, depois de um dia de novo massacre que matou cerca de 50 pessoas de uma única vez em Deir Al-Azour hoje, o exército sírio voltou á cidade, após Assad ter negado publicamente que não houve operação militar na cidade neste Domingo, para rebater condenação do Conselho do Golfo.

O temor é que o número de mortos esteja chegando à casa dos cem mártires em consequência deste novo massivo ataque, demonstrando que esta é a única reação de Assad diante dos problemas ignorados há anos no país.

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