quarta-feira, agosto 10, 2011

Economia: Moeda síria começa a ser rejeitada no mercado estrangeiro

De acordo com depoimentos do povo da Síria ao "Saulo Valley Blog", o país vive a maior crise financeira de toda a sua história. Eles atribuem a situação caótica às sanções internacionais e aos gastos excessivos nas operações militares na tentativa de esmagar literalmente a população rebelde ao atual sistema de governo.

Por Saulo Valley - Rio de Janeiro, 01 de Agosto de 2011 - 08h35min.

Sem parceiros para negociar, a síria depende do investidores locais, como é o caso de "Rami Makhlouf" primo do presidente Al-Assad que detém 60% do capital do país, é sócio majoritário de todos os serviços básicos, monopólio de todo o comércio exterior e empresta para o governo, quando há necessidade. A Aljazeera o descreve como o símbolo da corrupção no país. 

Ainda há boatos de que Assad já desviou mais de 16 bilhões para o exterior. 

Video em inglês


Falando em exterior, a moeda síria em profunda queda, apresenta uma desvalorização de 70% em 5 meses em relação ao Dólar americano.

A moeda enfraquecida começa a enfrentar a rejeição no mercado internacional. Principalmente as notas maiores e que possuem as esfinge do ex-ditador Hafez Al-Assad, pai do atual presidente. Ele é acusado pela população síria de matar mais de 30 mil civis na revolução do ano de 2000, quando tribos inteiras foram esmagadas por seu exército.

Isto, como já informei ontem, já acontecia internamente quando ativistas em depoimento ao "Saulo Valley Blog" confirmaram que mais de 80% da população sacou todo o saldo que lhes era disponível nas contas bancárias e converteu em moedas estrangeiras, quando não enviou para o exterior.

Esta reação por medo da opressão, provocou um imenso rombo nas contas do governo. Em consequência, as despesas domésticas básicas como água, luz, gás e telefone, deixaram de ser pagas por uma grande maioria, que habitualmente quitava seus compromissos mensais em débito automático. A situação se agrava mais ainda com as cidades sendo sitiadas, e as que não são sitiadas decretam greve geral em solidariedade às cidades isoladas pelo exército.

Os serviços mais boicotados são os que pertencem ao primo rico de Assad: "Rami Makhlouf" que também é dono da Syriatel, a mais poderosa empresa de telefonia celular do país:


O site pró-revolução "all4syria" diz ainda que a nota de 1000 libras sírias já é largamente rejeitada no Líbano. A explicação está no medo.

As moedas trazem extensa propaganda do regime autocrata e violentamente cruel da família Al-Assad. As sanções internacionais têm enfraquecido a moeda numa velocidade que pode ser comparada com a velocidade da luz.

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