sexta-feira, agosto 12, 2011

Crise na Síria deve ser prioridade para Conselho de Segurança

O Conselho de Segurança das Nações Unidas tem feito uma grande quantidade de reuniões com os membros do Conselho para estudar uma forma de parar os insistentes massacres coletivos de civis por forças militares e mercenários contratados pelo governo sírio. Em seu último esforço de apelar para a diplomacia, o conselho enviou uma gama de embaixadores e ministros de assuntos estrangeiros para conversar com Assad, a fim de buscar entender o que realmente acontece no país e solicitar o fim do derramamento de sangue.


Incidente gravado em 03 de Julho deste ano.

Por Saulo Valley - Rio de Janeiro, 12 de Agosto de 2011 - 08h27min. 

O conselho vem investindo pesado nas relações diplomáticas para que a situação no país não termine num derramamento de sangue ainda maior, apesar dos massacres ainda se mostrarem diários e crescentes, com relatórios que variam em média de 30 a mais de 100 crianças, mulheres, estudantes e trabalhadores mortos por dia.

A quantidade de prisões arbitrárias ultrapassam o número médio de 100 e há dias que chegam a 600. Muitos são libertados ilesos. Muitos outros são libertados após pesadas torturas em que aparecem com marcas profundas de mutilações. Muitos são devolvidos mortos a seus familiares, com marcas de queimaduras, tiros, mutilações, espancamentos, torturas, decapitados, aos pedaços e até faltando órgãos internos.

Em resposta à tentativa de diálogo das Nações Unidas, Bashar Al-Assad deu impulso ao massacre enquanto diante dos diplomatas se mantém falando suavemente exibindo uma expressão facial de uma pessoa completamente consolidada com a preocupação do mundo.

O que o Dr. Bashar Ja'afari descreveu como: "hipocrisia" na última informal conferência de imprensa do Conselho de Segurança divulgada no vídeo a seguir:


Ele descreveu a situação com as seguintes palavras: "Eles tentam na manipular a verdade pra esconder os importantes fatos, elementos a respeito da situação ocorrente na Síria."


Ele acusa as gangues armadas, vândalos e grupos terroristas e relata a morte de 500 soldados e policias e forças de segurança. 

Cenas de vandalismo:



As perguntas que gostaríamos de fazer mas sabemos que não existem respostas:

 Se o país tem sofrido amarga violência gerada por bandidos e terroristas, porque a única ajuda internacional que ele aceita é do Iran? Porque ele recusa ajuda dos países vizinhos, limita o acesso dos embaixadores aos bairros supostamente atingidos pela violência terrorista, recusa ajuda humanitária internacional, acesso da Cruz vermelha e do Crescente vermelho, UHNCR, bem como agências de notícias credenciadas internacionalmente?

Solução brasileira

No dia em que o crime organizado decidiu ocupar o Rio de Janeiro, o Brasil aceitou a colaboração do FBI e da Swatt para treinar as equipes de segurança e inteligência e os bandidos foram, mortos, presos ou expulsos. Basta visitar uma localidade onde as UPPs estão instaladas para verificar a mudança.

A força da revolução

O início dos protestos na síria em 15 de Março deste ano, ficou marcado quando um grupo de pelo menos 10 crianças e adolescentes foi preso pelo serviço secreto e torturado para confessar quem havia dito que "as pessoas querem derrubar o regime", que havia sido pichado em um muro em Damasco por eles.

Após as torturas o governo sírio iniciou as buscas pelos ativistas e políticos de oposição sob a acusação de "conspiração". Eles estavam revoltados com os maus tratos das crianças e das prisões de 40 pessoas que se opunham ao regime que vinha oprimindo o povo em seus 48 anos. A começar pelo "estado de emergência" que foi inaugurado praticamente ao mesmo tempo que o novo governo tomou posse.

No mesmo dia que o estado de emergência foi suspenso se deu início ao massacre na cidade de Daraa onde foram encontradas duas valas comuns com cerca de 20 metros. 220 civis mortos em 1 dia.

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