terça-feira, agosto 09, 2011

Áustria pode cancelar contrato para imprimir dinheiro sírio, diz agência.

Sob crescente pressão internacional, o governo da Síria está definhando, gastando mais de 8 milhões de libras sírias por dia em operações militares contra seu próprio povo. Um carnaval literal de massacres diários de civis. 


Cortesia: "European Parliament"
Por Saulo Valley - Rio de Janeiro, 09 de Agosto de 2011 - 11h14min.
Atualização: 15h44min.

Apesar das insistentes tentativas diplomáticas internacionais de convencer o presidente Bashar Al Assad a recolher suas tropas das ruas e optar pelo diálogo nacional e democrático, nem as sanções iniciadas por quase a unanimidade do mundo árabe, europa e américas, Assad não se abstém de matar incessantemente. Dia-após-dia!

De acordo com o testemunho de ativistas locais, que dizem que a Síria não tem mais com quem nem pra quem comercializar absolutamente nada, eles ainda denunciam que convivem com corpos carbonizados, mutilados e fuzilados o tempo inteiro, "dia e noite" em proporção infinitamente maior do que aparece em todos os vídeos sobre a síria no youtube juntos!

Libra síria - cortesia "Stijn Nieuwendijk"
Na tentativa de aumentar a pressão sobre o governo que está gastando os 5,8 bilhões que o Iran emprestou diretamente para esmagar a população do país, a Áustria estuda uma nova forma de impedir o avanço do exército sobre o povo: "Rescindindo o contrato de impressão da libra síria."

Quem trouxe a informação foi o site libanês "albayan". De acordo com o site, o contrato de impressão da moeda síria foi firmado em 2008 entre os dois países. A informação chegou ao site por um contato no Banco Central da Áustria. De acordo com o site citando atual ministro das finanças como este sendo um contrato classificado como "inadequado para o momento." Segundo a fonte, o governo se pergunta se "deve continuar satisfazendo as necessidades de Assad?" ele completa descrevendo como "uma questão sensível". A fonte contou que a informação foi compartilhada pelo Tesouro com sírios que vivem no país e apoiam a revolução popular de seus conterrâneos.

União Européia

A União Européia anunciou nesta Segunda, mais um pacote de sanções contra o exército sírio. Mais 5 militares foram incluídos no pacote que inclui congelamento de bens e proibição de viagens para um total de 35 militartes e alto-funcionários do governo sírio, informou o site "thejournal".

Internamente o país encontra-se estagnado. Um ativista sírio disse que o povo da Síria não confia mais na moeda de seu país. A testemunha disse que antes dos protestos se iniciarem, cerca de 90% do dinheiro que pertencia ao povo foi sacado e trocado por outras moedas internacionais. Muitos ainda se anteciparam ao pacote de restrições de Assad para o povo sírio e enviaram suas economias para o exterior.

Apontado como o maior "ladrão" de recursos da Síria, Rami Makhlouf detém 60% dos recursos do país, segundo o Wikipédia. Ele é primo materno de Al Assad e detém o monopólio da construção civil, telecomunicações, petróleo e gás, navegação e das companhias aéreas entre outros mercados.

Segundo Wikipédia, "Rami Makhlouf" é o único caminho possível de se fazer qualquer negociação com a Síria. Ele é filho da mulher do ex-ditador Hafez Assad, pai de Assad. Seu poder capital em 2008 era de mais de 6 bilhões de dólares. O ativista conta ainda que no seu país há muitos outros que alimentam a gigantesca ciranda financeira que tem patrocinado as operações de Al-Assad. Mesmo assim, a fonte diz que a Síria está vivendo a mais profunda crise financeira de toda a sua história.

Ele atribui esta crise além das sanções internacionais ao fato de que a polícia e o exército juntos estão consumindo os recursos nos intensos e diários massacres ao povo sírio.

Turquia

Ao passo que cresce a pressão internacional contra a Síria, também cresce a pressão contra a vizinha Turquia vindo mais intensamente dos Estados Unidos que tem cobrado maior pressão do governo Turco contra a Síria. Em resposta a esta cadeia de pressões, o ministro das relações exteriores tem agenda marcada na Síria para apresentar pessoalmente o pacote de exigências e observações da Turquia que representam as determinações também dos países europeus, Américas e árabes como um grande coro.

Com a agenda cheia, o representante do Brasil, Índia e África do Sul também está sendo esperando em Damasco. Ele pedirá o fim do massacre e a busca pacífica para a crise política no país.

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