terça-feira, julho 19, 2011

Vazamento: O novo plano sírio para forçar a guerra civil

Há 4 meses as forças sírias têm se esforçado para deter a crescente onda de protestos no país.  As tentativas têm sido as mais cruéis e decisivas possíveis, mas elas não têm sido suficiente para parar a revolução popular e pacífica.

Manifestação nos EUA em apoio às revoluções no Oriente Médio
Foto cortesia de: "Phil Roeder"
Por Saulo Valley - Rio de Janeiro, 19 de Julho de 2011 - 13h39min.

Para impedir a revolução popular seria necessário isolar os manifestantes. O isolamento das cidades rebeldes, a prisão dos oposicionistas, ativistas e líderes e apoiadores da revolução... Prisões em massa, torturas e execussões... As tentativas não funcionaram e hoje mais de 290 regiões da Síria se declararam à favor da queda do regime de Assad.

Outra opção seria a questão do pacifismo.  Inserir elementos que representam o terrorismo e "capturá-los" depois, foram as primeiras tentativas. Utilizar guardas armados à paisana para destruir propriedades particulares e do Estado... Simular apreensão de uma grande quantidade de armas que supostamente cruzariam a fronteira para abastecer a revolução síria... Utilizar guardas à paisana para atacar os manifestantes disfarçados em manifestantes pró-governo e gerar um conflito que poderia ser considerado uma guerra civil...

Nada disto tem funcionado nos 4 meses de levante que persiste.

Agentes pró-revolução que trabalham no governo e não podem ser indentificados enviaram para a revolução uma cópia de um documento que trata de um novo plano para provocar a guerra civil, religiosa e sectária:

"Cbihh" grupo armado no lado direito da foto.
Foto: "
Anissa Abu Basit'Abd Us-Samad "
Um grupo de forças de segurança foi destacado para vestir-se como religiosos muçulmanos. Eles aparecerão como o grupo dos "Cbihh" que usam roupas longas, disse o informante. 

Segundo os planos descobertos nesta manhã de terça, os guardas utilizarão armas debaixo das roupas e terão equipamentos mais modernos que os guardas comuns. Eles se infiltrarão entre os religiosos e provocarão um conflito, matando cristãos, muçulmanos e atirarão a esmo do meio das multidões e nos planos da "inteligência" síria, nem os alawitas que são da tribo de origem de Assad, serão poupados!

As atenções agora devem ser redobradas, como diz a Comissão de Coordenação da Síria, "esta é mais uma amostra do desespero de Assad e a prova de que o regime está definhando."

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