segunda-feira, julho 18, 2011

Síria: Os revoltantes números do fim de semana. Rebelião no exército.

O título desta matéria lembra a chamada para uma demonstração de resultados de uma espécie de evento de entretenimento que acontece semanalmente. Infelizmente, tirando a palavra "entretenimento", estes eventos acontecem diariamente na Síria!


Pedido de apoio em diversos idiomas - Origem da foto: "Aleqt"
Por Saulo Valley, Rio de Janeiro, 18 de Julho de 2011 - 06h39min.
Atualização: 08h29min.

Logo no início da declaração publicada em sua página oficial no facebook, a LCCS (Comissão de Coordenação Local da Síria) anunciou que o número de mortos no país, desde o início da revolução em 15 de Março já ultrapassa dos 2 Mil mártires. A Comissão de Coordenação da Síria informou que só na sexta-feira 29 manifestantes foram assassinados pelas forças de segurança.

A LCCS denunciou ainda que há uma semana o governo da Síria tem procurando provocar "tensão sectária", em Damasco. De acordo com a LCCS, as regiões de Qatana e Homs são as que têm sofrido ataques mais intensos por forças de segurança disfarçados, usando dialetos regionais para causar divisão dentro da revolução.

Determinados a não deixar a unidade nacional da revolução ser afetada, as Comissões Locais da Síria já estão atentas para esta nova estratégia do regime de Assad.

 Há ainda a informação do Observatório Sírio para os Direitos Humanos de que pelo menos 300 pessoas foram feridas na última "Sexta-feira da Libertação dos Prisioneiros"(16-07). A maioria dos feridos são da região suburbana e rural de Damasco.

O número de prisões de civis na sexta chegou a 270. O Observatório revela ainda um recorde de manifestantes nas ruas: 1,7 milhões de sírios gritando o fim do regime em 291 regiões do país.

As agências Aleqt/Reuters informaram que cerca de 30 pessoas foram mortas em Homs, de Sábado para Domingo. As mortes aconteceram quando grupos de manifestantes pró-assad encontraram-se com manifestantes pró-revolução. Os confrontos são alimentados por provocações intencionais para levar o país à guerra civil, destaca Rami Abdul Rahman, presidente do Observatório.

Rebelião no exército

Video: Tomados de gigante euforia, manifestantes se reúnem com soldados do exército que operavam três tanks e (em posse dos tanks) comemoram a adesão à revolução dos desertores das fileiras de Assad, na região de Abu Kamal. De acordo com a Aljazeera o número de rebeldes desertores da inteligência da Força Aérea Síria chega a 100 e ainda a tripulação de 4 tanks. Segundo informações locais, as comemorações do vídeo abaixo foram organizadas pelos soldados que convidaram a população para festejar a troca de lado.


Ontem as manifestações nas regiões militares contavam com grande número. Segundo agências de notícias, no fim de semana, Abu Kamal é a próxima parada do massivo bloqueio militar sírio. Segundo mostram os sinais de tentativa de evitar que haja um suposto fornecimento de armas através da fronteira iraquiana, ainda de apoio político e logístico para a revolução. Testemunhas revelaram neste sábado que 4 tanques chegaram ao local e que forças de segurança, se passando por gangues armadas fizeram muitos estragos, para justificar uma operação militar na cidade.

Há inúmeros relatos de prisões e tortura na localidade, neste fim de semana.

A Aljazeera contou que em Deir Azour cerca de mil soldados do exército chegaram à região com grande fúria. Empregando força máxima, utilizando bombas de gás lacrimogênio, procuraram parar os protestos na cidade. A fonte contou que por meio de testemunhas locais, que tanks e helicópteros foram utilizados para reprimir os manifestantes, resultando em 6 mortes. 

Em Zabadani os ataques começaram nesta madrugada em há relato de 10 feridos até agora. Já em Balkadon numa manifestação feminina ontem. 17 mártires.

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