quarta-feira, julho 13, 2011

Síria: EUA protesta contra ataque à embaixada e França condena China e Rússia.

No dia de ontem as relações entre EUA e Síria se viram realmente prejudicadas. Monstrando-se completamente revoltado, os Estados Unidos da América tem procurado todos os meios legais possíveis para pressionar o presidente Bashar Al-Assad para que pare de matar os manifestantes sírios, cujas mortes já alcançou a casa dos 1756, segundo a Comissão de Coordenação Local da Síria.


Foto cortesia de: "sha3teely.com"
Por Saulo Valley - Rio de Janeiro, 13 de Julho de 2011 - 08h02min.

Após a declaração da secretária de governo Hillary Clinton de que Assad não era indispensável e que seu governo já não era legítimo, o governo da Síria reagiu acusando a América de estar envolvida no levante que já dura 4 meses em seu país, acusando ainda de se "intrometer nos assuntos internos da Síria."

Esta que é uma das mais populares declarações de Assad, quando questionado sobre os massacres, não provocou nenhum mal-estar internacional, muito pelo contrário já que o país agora encontra-se completamente transparente e não há o que esteja completamente oculto para o mundo, deixando bem claro que Assad é o verdadeiro vilão.

Al-Assad - foto cortesia de: "PanARMENIAN Photo"
Disto o mundo não tem mais dúvida, mas para que haja uma intervenção política e econômica maior, é necessário que diversas barreiras comerciais sejam rompidas, como tem feito os Estados Unidos.

Na verdade, muitos países, em tempo de crise global não estão dispostos a arriscar sua pequena estabilidade interna para envolver-se em conflitos externos, a exemplo da Índia e do Brasil.

Ao passo que Assad segue os caminhos ensinados por seu pai. Em 1982 Hafez Assad matou cerca de 10.000 manifestantes que pediam o fim da corrupção e da ditadura no país. 29 anos depois, Assad mostra sinais de que está seguindo pelo mesmo caminho, alertam os próprios ativistas dos direitos humanos na Síria, lembrando que antes de que a marca dos 10.000 civis massacrados fosse alcançada, Hafez Assad realizou inúmeros congressos e reuniões alegando uma tentativa de "diálogo" com uma suposta oposição,  que na verdade era literalmente engessada e silenciada pelas ameaças de morte.

Em resposta à visita do Embaixador americano à região de Hama exatamente no momento em que as forças de segurança executavam um pesado ataque aos populares, agentes de segurança à paisana e "manifestantes pró-Assad" atacaram as embaixadas dos Estados Unidos e da França, o que provocou uma resposta direta do presidente Barack Obama em entrevista à rede CBS de notícias:

"Enviamos uma mensagem clara de que ninguém pode se meter com nossa embaixada e que tomaremos as ações necessárias para protegê-la"


Advertência

Ontem o Conselho de Segurança da ONU enviou uma advertência para que o governo da Síria proteja os diplomatas e as suas instalações, citou a CBS News ainda, que:

"Todos os 15 membros do Conselho, incluindo China, Rússia e Síria vizinho Líbano, concordaram em "condenar nos termos mais fortes os ataques contra embaixadas em Damasco, que resultaram em danos às instalações da embaixada e lesões ao pessoal diplomático".
O governo da Síria respondeu que "fez todos os esforços para garantir a segurança dessas embaixadas."

Ainda a Casa Branca declarou que o governo de Assad já "perdeu a sua legitimidade".

O presidente Barack Obama declarou ainda à CBS que o o regime de Assad "desceu a um grau inaceitável de brutalidade, dirigida a seu povo." afirmando ainda que a comunidade internacional tem procurado encontrar formas de "trazer alguma mudança real na Síria."

Novas declarações


Longet na Foto de: "newshopper"
Mesmo com o apoio dos 15 membros do Conselho de Segurança na mensagem enviada à Síria, o ministro de Defesa da França, Gerard Longuet protestou contra o bloqueio do Conselho de Segurança impetrados pela Rússia e China, no caso de acusação formal do governo da Síria por Crimes contra a Humanidade:

"É indecente porque obviamente (o presidente sírio) Bashar al-Assad mobilizou meios incríveis para neutralizar a oposição. Os países que evoluem como a Rússia ou que dizem pertencer à comunidade de nações como a China devem aceitar as regras do jogo: um governo não trata sua oposição a tiros de canhão", disse o ministro ao canal LCI. Fonte:"AFP".

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