sábado, julho 09, 2011

A luta contra o racismo e a primavera árabe. Distantes e tão próximas.

Seguindo os rastros da história vemos que as perseguições raciais sacrificaram bilhões de pessoas em todo o mundo e ainda acontecem. Tratados como fora-da-lei foram injustamente escravizados. Milhares de prisões e castigos ocorreram livremente ao abrigo das leis locais. Torturas e massacres sempre ocorreram na vida dos negros homens, mulheres e crianças.

Foto cortesia de "fady habib"
Por Saulo Valley - Rio de Janeiro, 09 de Julho de 2011 - 20h29min.

Determinados a vencer as pressões do sistema, estes bravos e corajosos rebeldes se entregaram para a morte. Deixaram-se esfarelar em nome do futuro das raças no planeta.

Em todas as suas demonstrações de rebeldia, eram sim, enquadrados, ou melhor, retirados dos caminhos da lei, sendo então marginalizados. Não havia direito legal que permitisse que lutassem contra a o cumprimento de decretos e artigos feitos legais que encobriam os poderosos e desabrigavam os fracos.

Os muitos mártires que venceram o medo da dor para defender os direitos de todos os covardes, os fracos, os injustiçados e os desprivilegiados são incontáveis na história.

Nestas trágicas e transformadoras histórias de revolução, as tábuas da lei precisavam ser quebradas silenciosamente dezenas de centenas de vezes, pra que pudessem ser re-escritas e as diferenças raciais então fossem respeitadas ao máximo possível.

Neste paralelo de realidades, os árabes têm a sua vez histórica de lutar por seus direitos. Não é por terem nascidos árabes que vão precisar passar o resto da eternidade sob lideranças racistas, fascista, autocratas, hereditárias, antidemocráticas e sionistas. 

Foto cortesia de "Davidlohr Bueso"
Silenciosamente, sucessivamente e numerosamente vão precisar quebrar as tábuas do sistema opressor para re-escrevê-las de modo que todos os árabes sejam tão livres quanto os não-árabes. Isto independe se negros ou brancos orientais ou ocidentais. Religiosos ou ateus.

A quebra de sistemas inflexíveis, irracionais e minoritários é uma das essências das revoluções registradas em toda a história. A era digital criou um modo tecnológico de se fazer as mesmas revoluções que há 50 anos. Em suas essências nada diferem. Os princípios não podem ser desvalorizados por causa dos métodos ou meios de comunicação. Negros e brancos, ocidentais e orientais, religiosos e não religiosos em todo o planeta concordam que o tempo da ditadura acabou. De mãos dadas lutarão e resistirão.

Este é o tempo em que os velhos modelos de governo se encontram fora-da-lei, ilegitimados, injustificados, inadequados, insuficientes e rejeitados por unanimidade global.  
Do homem do campo à mídia, do Ocidente ao Oriente, do Norte ao Sul, de Leste ao Oeste, todos querem o fim das ditaduras, dos monopólios, das repressões aos direitos e das generalizadas formas de corrupção e em todo o sistema global no âmbito político e econômico.

Foto cortesia de "Wassim Ben Rhouma"
Da libertação dos escravos à libertação dos árabes cerca de 180 anos de esperas e orações. Não dá mais para aceitar nos dias de hoje!

Há momentos em que o milagre se faz necessário, mas há momentos em que a capacidade de agir se mostra o maior dos milagres de Deus para com os homens!


Esta postagem foi inspirada no filme: http://www.thegreatdebatersmovie.com/

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