terça-feira, julho 19, 2011

Assad quer que embaixadas sejam fechadas no país.

No primeiro momento o fechamento da embaixada do Qatar em Damasco é avaliado como uma forma de protesto pelas crescente violência contra os civis e contra as próprias embaixadas mas há  uma  estratégia por trás disso...


O presidente da Síria Bashar Al Assad, Omar Sudão Hassan Al Bashir, o rei sauditaAbdullah Bin Abdulaziz Al Saud,
presidente
 da Tunísia Zein El Abdidine Ben Ali visto durante uma foto de família antes de 21 árabes
Cúpula de Líderes do campeonato, emDoha, Qatar em 30 de março de 2009.
 

Foto cortesia de: "Ammar Abd Rabbo"
Por Saulo Valley - Rio de Janeiro, 19 de Julho de 2011 - 08h31min.

Para Assad, as consequências do breve passeio do embaixador americano Ford em Hama foram de proporções gigantescas no cenário internacional.

A existência das embaixadas no país, no exato momento que se encontra, acaba fazendo com que se transformem em "janelas" para o mundo, que por meio delas, o regime percebeu que suas ações poderiam ser estudadas e vigiadas até certo ponto interrompidas.

Foi por meio do serviço secreto e seus 5 organismos de inteligência que o governo planejou atacar as embaixadas, como meio de castigar os aliados diplomáticos, em forma de protestos populares, o que descaracterizaria qualquer crime internacional que exigisse uma retaliação internacional.

Com a intenção de manter o país isolado dos olhares do mundo, é que durante o bloqueio das cidades as comunicações de todas as formas, a energia elétrica, as estradas e o fornecimento de água são interrompidos.

As fronteiras permanecem fechadas e viagens internacionais terminantemente proibidas e sob completa vigilância do serviço secreto.

Manifestantes pró-Assad na embaixada síria
Foto cortesia de: "Zeinab Mohamed"
Agora há um porém. Uma falha no bloqueio. Um "dejavu" que derruba toda a estratégia de isolamento da população síria em seu martírio: As embaixadas.

Quanto mais as embaixadas forem atacadas por manifestantes "pró-assad" e elas forem fechadas, mais tranquilidade o regime terá para continuar matando por atacado!

Não há vigilância por satélite? Não há mais nada que possa ser feito? Então as embaixadas não podem ser fechadas! Elas podem representar o oásis da salvação do povo sírio. A forma de reprimir a repressão.
A presença internacional é essencial no país, num momento em que o regime vive apresentando falsos relatórios, vídeos fabricados e falsas manifestações populares pró-governo.

A retirada da equipe de uma embaixada representa o fim das relações entre dois países, no caso de Assad que está aliado apenas aos inimigos do mundo, isso não significa nada.

Em nome da humanidade e pela preservação do povo da síria pedimos à comunidade internacional:
"Não abandonem a Síria!"

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