segunda-feira, julho 04, 2011

4 de Julho: Os 235 anos da independência americana e os dias atuais.

Em 2 de Julho de 1776 os 13 estados da América anunciaram sua total independência da Grã-Bretanha. No dia 4 de Julho foi publicada oficialmente sua Declaração de Independência. De lá pra cá, o cenário mundial ganhou nova forma entrando para o período em que a América do Norte predominou em poder bélico e econômico. 235 anos depois, uma nova história começa a ser escrita...


4 de Julho - Foto cedida por Creativity+ Timothy K Hamilton
Por Saulo Valley - Rio de Janeiro, 4 de Julho de 2011 - 10h52min.

O crescente poder de colonização comercial da América cobriu grande parte do ocidente e praticamente mudou os modos de metade do mundo árabe. Influenciou mudanças radicais na China e no Japão. Disseminou a música Pop e o Rap como uma febre e atraiu bilhares de simpatizantes de sua cultura em todo o planeta tendo o cinema como indispensável ferramenta publicitária.

No início dos anos 90 a americanização do mundo havia chegado no seu auge e só não se expandiu mais, quando a caça a Saddam Russein se iniciou. Mesmno assim, a América não foi vista com antipatia do mundo árabe, apenas medo. Mas conquistou a antipatia do mundo ocidental e rejeição em uma porcentagem bastante elevada.

Guarda Nacional de Indiana - Foto cortesia de "The U.S. Army "
Neste tempo milhares de fans da cultura americana tornaram-se declaradamente anti-americanos. Odiaram a invasão do Kuwait, do Iraque, do Afeganistão e do Paquistão, principalmente dos dois primeiros citados.

Das telinhas para as telonas, a preferência por filmes hollywoodianos foi sendo trocada por filmes europeus, filmes independentes, de produções alternativas, e orientais, o que tornou os filmes americanos bastante desvalorizados. Ainda utilizando a poderosa máquina publicitária americana muitos de seus produtos foram empurrados para o resto do mundo mas a chegada da China ao mercado com grande potencial de exportação de mãos-de-obra e produtos de fabricação local por baixo custo atraiu a muitos.

Ainda assim, a crise mundial que se iniciou em 2008 nos Estados Unidos e se estabeleceu sofrendo diversas variações, não apagou a admiração de muitos pelo Rap e por celebridades que ainda são e sempre serão inesquecíveis, como Angelina Jolie, Mariah Carey, Jay-Z, 50 Cent, Michael Jackson dentre outros.

Na busca de reduzir velozmente grande parte desta rejeição, a América de Barack Obama tem tentado corrigir seus erros, recolhendo suas tropas, concluindo assuntos que vinham sendo arrastados desde os anos 90 (como o caso de Bin Laden) e desviando-se da guerra em busca de um caminho mais pacífico e diplomático.

Remanescentes de ciclone Sidr - Imagem cedida por: joiseyshowaa
Meio-ambiente

A questão ambiental tornou-se um grande problema mundial e impossível de ser resolvida apenas pela América do Norte. Mesmo assim, seu poder poluidor ainda ameaça o planeta. De acordo com a ONG americana "Tides Foundation & Funders Workgroup for Sustainable Production and Consumption"
em sua pesquisa publicada num vídeo chamado "Story of stuffs".

A pesquisa realizada em 10 anos por todo o mundo comprovou que 80% das reservas florestais do planeta foram devastadas e que a melhor forma que a América encontrou para solucionar seu problema de contribuição para aquecimento global foi transferindo suas fábricas para países emergentes.

Enquanto a poluição segue para um crescente e descontrolado ápice, o desmatamento dos 20% restante das reservas florestais não se completam, a crise econômica mundial não se solucionará dentro da América. A mesma solução utilizada para resolver o problema de poluição local também está sendo utilizada para a questão do desemprego. Milhares de americanos têm saído dos Estados Unidos para trabalhar em outros países, para manter seus altos salários e seu "modo de vida americano", como o próprio Obama anunciou em um documento criando pela inteligência americana sobre as planos e estratégias para 2011.

Liderando a lista dos maiores produtores de lixo reciclável e não-reciclável do planeta, a América tem estado numa posição que mais parece uma tentativa de ser o último lugar habitável da terra, atraindo para sí todos os recursos que ainda existem fora de suas fronteiras.

4 July - Foto por "The U.S. Army"
Longe das incríveis jogadas de marketing e do calor da guerra, a realidade americana é de uma dívia interna cada vez maior e desenfreada. Uma doentia febre de consumo que parece estar consumindo a si mesmo juntamente com o restante do mundo. Uma espécie de buraco negro instalado em nosso planeta.

No meio de tanto caos espalhado no mundo, a América bem que poderia abrir os seus olhos e deixar de pensar e viver só para sí, contribuindo para que o mundo seja mais igual e estável. Uma globalização verdadeiramente sustentável.

Depois destes 235 anos de independência uma nova era poderia ser inaugurada: Que os próximos 235 anos fossem de total interdependência com o mundo. Interligados e equilibrados. Uma globalização do planeta só é verdadeira se habitável e justa para todos.

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