sexta-feira, junho 24, 2011

Síria: Os números da economia em ligeiro declínio causado pelas sanções.

A forte libra síria está cada vez mais fraca. As contas no vermelho. O exército nas ruas em perseguição insistente e cega ao povo. Milhares de milhares de pessoas passam dias e noites inteiras nas ruas protestando. Muitas regiões urbanas e rurais abandonadas na fuga das forças de segurança que matam aleatóriamente.
Enquanto novas sanções americanas e européias estão sendo preparadas, o desacreditado presidente desafia ao mundo incrementando ainda mais seus aparatos de guerra contra uma população de mais de 100 mil pessoas desarmadas que querem pôr fim ao regime hereditário e autocrata da família Assad.




Por Saulo Valley - Rio de Janeiro, 24 de Junho de 2011 - 07h28min.

Um ativista sírio comentou em sua página no Facebook a respeito da situação no país. O gerente financeiro "Ismael Amoukad" destacou um relatório do Centro de Pesquisas Económicas Europeia no "Mannheim" conhecido pela sigla Xue que divulgou um estudo sobre a atual situação económica na Síria em consequência da crise política que completa hoje 100 dias.

De acordo com o comentário, ele destacou que a crise econômica síria é a maior dos últimos 70 anos, ocasionada pela crescente crise política e as retiradas de seus fundos por parte da população local.

Ele comentou que estes fundos destinados a pagamentos de despesas fixas pelos serviçoes públicos e essênciais são considerados uma moeda forte no país.

Ele destacou uma avaliação do centro de pesquisas (ZEW) que destacam que especialistas esperam que o valor do dólar Americano chegue até o início de Julho próximo das 70 libras.

"...O governo sírio deveria encontrar outras fontes de financiamento para a restauração da deterioração da situação económica e parar o colapso, portanto, você deve estar ciente das razões substantivas que levaram a esta situação e trabalhar para encontrar as soluções certas para a crise, a corrente do país " - finalizou.



Perda da legitimidade

Para destacar esta sexta-feira que marca os 100 Dias da Revolução Síria iniciaram-se gigantescos protestos no país.com o tema: "Sexta da perda da Legitimidade". Em uma declaração a Comissão de Coordenação Local da Síria destacou os "Cem Dias" na luta por liberdade, dignidade e cidadania. Ela lembra que a Revolução Síria foi batizada com o sangue dos mártires "e surpreendeu o mundo inteiro com sua coragem e determinação para ser livre da tirania."

Lembra também que "Cem dias se passaram e o povo da Síria ainda está sendo morto, diante dos olhos do mundo, sob o manto de silêncio árabe e condenação internacional tímida."


Protestos em Bruxelas contra massacre na Síria - Foto: "gwenflickr"
Mas a Revolução da Síria destaca que esta fraca resposta não teve efeito negativo sobre a "dinâmica da revolução e sua continuidade."

Lembrando que "mais de 1400 mártires caíram em nome da liberdade, a prisão, o desaparecimento e tortura de milhares de pessoas, o deslocamento de dezenas de milhares de suas casas, e a adoção de uma política de terra arrasada brutal, tudo em resposta a um movimento popular pacífico..."

A declaração destaca o "fingimento" do regime que procura mostra-se bem forte, mas seus sinais de fraquesa já são visíveis, citando a "desintegração de corpos administrativos" e os vários informes de "colapso económico", bem como as "deserções" que continuam no ambito do exército nacional que "o regime quer usar como um instrumento de repressão e matança". A Revolução faz homenagem as "centenas de partidários do Ba'ath (Partido do Governo) que renúnciaram" lembrando a "crise nacional desencadeada pelo próprio regime" a exemplo do que provocou o último discurso de Assad. A declaração recorda ainda as "tensas relações internacionais com antigos aliados próximos".


100 Dias da Revolução Síria - Fonte da imagem: "Syria Freedom"
Numa comunicação honesta e transparente, a Revolução Síria ainda denuncia a forma como o governo mobilizou protestos "em regiões do país que classificou como "Pro-regime", por meio de intimidação, repressão e sectarismo."

Determinada a criar um "estado civil" a Revolução da Síria anuncia sua inteira determinação de continuar sua batalha pacífica até a queda do regime Assad (no poder há 41 anos)  para que a Síria torne-se um país."livre e democrático".

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