terça-feira, maio 10, 2011

Síria: Temendo reação internacional, governo corre pra isolar manifestantes

O momento é assustador. A violência que se tem tido notícias da Síria é muito grande. Decidido a não abrir mão do poder, apesar de a comunidade internacional saber que ele não pode oferecer melhorias para o povo, pois qualquer alívio na pressão a multidão vai derrubá-lo,  Assad busca a violência sem limites para garantir seu lugar em Damasco.


Fonte: uruknet
Por Saulo Valley -Rio de Janeiro, 10 de Maio de 2011 - 19h39min.

Este evento revolucionário veio para desnudar a imagem perfeita e estável que o mundo tinha da Síria, por outro lado revelou o que todo o mundo queria saber: Como ele se mantém estável e intocável?

Descobriu-se que Bashar Al-Assad tende a ser muito pior que Saddam Hussein, mas ele sempre explorou o marketing no exterior de forma a mostrar o país como um oásis no deserto árabe.

Relatos internos confiáveis confirmam que esta é a primeira chacina em massa que veio a se tornar pública, mas que o irmão do presidente já realizou inúmeras.

Fonte: disclose.tv
Por trás de um mundo perfeito, um país acostumado aos massacres de cidadãos civis, usando sempre a estratégia de mantê-los isolados do mundo para que ninguém tenha a verdadeira noção do que acontece ali.
Uma "Alcartraz" gigante.

Um país que mantém cinco níveis de Serviço Secreto, a cidade inteira e todos os meios de comunicação sob total vigilância eletrônica.

Um país doentio. A situação da população tende a ficar mais caótica. Assad planeja permitir manifestações públicas desde que os números não ultrapassem os 50 ou 100 participantes. Grupo numerosos serão combatidos à fogo e à ferro.

Estas manifestações de pequenos números serão controladas de acordo com os temas. Esta será a propaganda da República da Síria para mostra ao mundo a "DEMOCRACIA" conquistada após as reformas que serão apresentadas como realizadas após todo o povo ficar silenciado e recluso em seu calabouço doméstico.

Destinados a buscar meios de escapar desta gigantesca e esmagadora opressão, o povo busca formas de se mostrar ao mundo que finge ignorar a realidade da população. Na verdade o ocidente se mantém silencioso porque teme reações do mundo Árabe.

Fonte: syrianrevolutiondigest
O mundo Árabe por sua vez, se reserva o direito de ficar calado. Parece um jogo onde "todos querem saber como é que Assad vai resolver o problema em seu país."

As primeiras revoluções populares no mundo árabe em 2011 foram servindo de exemplo e ensinando aos outros povos árabes a lição da renovação e da democracia. Dom mesmo modo que as reações dos seus governantes foram servindo de lição e exemplo para os outros líderes de regimes militares e sutanlanatos Árabes.

Há quem copie o povo egípcio e há quem imite a Kadafi ou Assad. Obviamente os grandes reis das nações árabes estão amedrontados com as revoltas populares e estão encontrando em Muammar Kadafi e Bashar Al-Assad o caminho para contê-las.

Aproveitando que o fracasso das incursões americanas no mundo árabe retirou toda a credibilidade  que se podia ter, ninguém espera que Obama neste ou no outro mandato se aventure novamente. Diga-se de passagem, os soldados americanos no Afeganistão estão voltando para casa...

A julgar pelo novo tempo que se anuncia, embora esteja ainda cedo, desponta uma era de ditaduras e massacres. Ordens que deverão ser cumpridas pelo fogo das armas bélicas e os direitos humanos se vêem sendo ignorados pelas potências Árabes, como sempre o fizeram. Talvez porque eles mesmos não saibam como lidar com essa coisa nova de direitos civis...

A autocracia decidiu esmagar o direito internacional e enviou um recado bem claro para o mundo ocidental que ele deve se danar com suas regras ridículas de bem-estar dos populares. ONU e suas medidas estão sendo ignoradas friamente, ao ponto de a Assessora do presidente da Síria, Bouthaina Shaaban dizer sobre as sanções imputadas:
"Esta é uma arma usada contra nós, muitas vezes" informou ao The New York Times. "Queremos utilizar o que aconteceu com a Síria como uma oportunidade", acrescentou. "Vemos isso como uma oportunidade para tentar avançar em muitos níveis, especialmente a nível político."
Foto: Manifestante que decidiu protestar recebeu tiro na boca.
Esta é a lição política de que Assad têm ensinado. Este é o avanço político de seu governo.


Mais de 900 pessoas executadas, entre eles soldados e oficiais do próprio exército, prisão indiscriminada de mais quase 12.000 pessoas (até agora) e um legítimo mar de sangue. Segue-se o cerco e o isolamento. Daqui pra frente à Síria vai se esforçar para manter as janelas e as portas fechadas, enquanto lá dentro acontecerão diariamente, cenas dignas do filme "jogos mortais".


20h37min Um jornalista que acabou de sair da prisão síria escreveu um depoimento para Genebra em denúncia contra do as torturas de presos políticos e de consciência. vale a pena ler.

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