domingo, maio 01, 2011

Síria: Conselho de Direitos Humanos da ONU pede investigação para massacre

 O Conselho de Direitos Humanos da organização das Nações Unidas votou na última sexta (29) a favor do envio de uma missão que irá investigar "alegadas" violações do direito internacional dos direitos humanos e crimes cometidos contra civis no país do Oriente Médio, onde centenas de pessoas foram mortas durante a semana de manifestações.


Kyung-wha Kang - ONU - Cortesia: "UN Photo Geneva"

Por Saulo Valley - Rio de Janeiro, 01 de Maio de 2011 - 10h44min.

A organização condenou o combate mortal contra as manifestações públicas e pacíficas, tirando delas o direito de reunião e de expressão.

A ONU também exigiu o Fim da censura da Mídia, o acesso de jornalistas nas regiões de conflito, a restauração do acesso à internet e outras redes de comunicação.

Também foi pedido que o governo da Síria facilite o acesso do alto comissariado para os direitos humanos ao país.

O Conselho apelou ao governo do país a libertação imediata de todos os manifestantes e de pessoas comuns detidas arbitrariamente, sem excluir as prisões realizadas antes dos acontecimentos desta semana que passou. O Conselho pediu também, o fim da intimidação, perseguição e prisões arbitrárias de advogados, defensores dos direitos humanos e jornalistas! 


Neste ato o governo da Síria foi pressionado a deixar de reprimir as manifestações pacíficas destacando a necessidade de investigação credível e imparcial e o julgamento dos responsáveis por tal crime e violência contra o povo da síria.


O Conselho dos direitos humanos apelou à Síria para "fortalecer a justiça social e garantir as liberdades civis."


Na íntegra, o encerramento do documento publicado no site oficial da ONU fala as mais importantes observações reunidas num relatório que foram expostas na votação:



"Isto incluiu o uso indiscriminado de munições de fogo contra os manifestantes, ao vivo, a captura, detenção e desaparecimento de manifestantes, defensores dos direitos humanos e jornalistas, e tortura e maus-tratos infligidos aos detidos. Mais de 450 pessoas tenham sido mortos e três vezes o número de feridos. 
Houve também a repressão das liberdades de imprensa e outros meios de comunicação e os ataques contra pessoal médico, instalações e pacientes.
"No entanto, mesmo essas práticas deploráveis ​​foram ultrapassadas ​​durante a semana passada. Segundo relatos, cidades inteiras foram sitiadas. Tanques foram mobilizados e bombardearam áreas densamente povoadas ".
"A entrega dos alimentos foi impedida. O acesso à eletricidade foi cortada. E sistemas de transporte foram encerrados. Há relatos de atiradores disparando contra as pessoas que tentam ajudar os feridos ou remover os corpos de áreas públicas ", acrescentou a Alta Comissária Adjunta de Direitos Humanos Kyung-wha Kang - ONU.

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