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Síria: Conheça "Suhair al-Atassi" o nome que desnudou a Síria.

Quando este nome começou a ser comentado em abril passado pelas agências mais poderosas do mundo, pouco se sabia a respeito: No Brasil, as principais agências de notícias descreveram "Suhair al-Atassi" como um homem que era descrito como um ativista político pela Reuters Brasil... Sinto dizer que em parte não é verdade!

Por Saulo Valley - Rio de Janeiro - 19 de Maio de 2011 - 07h50min.
Atualização 20-05-11 as 06h43min.
Fonte yalibnan

Al-Atassi é uma linda mulher!

Sim ELA é ativista  e sua história é incrível e dolorosa!  Lembra-se que contei aqui que a revolução na Síria foi deflagrada depois que crianças foram presas e torturadas pelo Serviço Secreto sírio?

No dia 16 de Março de 2011 Suhair al-Atassi parou em frente ao palácio do governo em Damasco para protestar silenciosamente "pela libertação dos presos políticos, incluindo o advogado Anwar al-Buni e escritor Ali Abdallah, além das 15 crianças detidas na cidade de Deraa (Dara) por escreverem slogans nas paredes inspiradas nas revoluções egípcias e revoluções da Tunísia.

Ela ergueu os braços exibindo cartazes juntamente com os familiares dos presos e outros ativistas. A polícia chegou com grande violência e iniciou o que vem fazendo até os dias de hoje: Espancamento, prisões arbitrárias e torturas posteriormente.

Naquele momento mais de 40 pessoas foram presas, inclusive Al-Atassi e mais 9 mulheres. Em seu depoimento para a Reuters americana, ela disse ter sido arrastada pelos cabelos por uma distância equivalente a duas esquinas.

Machucada depois da surra, ela foi levada diante do Juiz. Sobre isto ela comentou:
"Foi surreal. Fui arrastada para o que parecia ser a duração de duas ruas. Os burocratas me olharam como se eu não fosse uma compatriota. Eles gritavam que eu era uma espiã israelense."
"Enquanto eu estava machucada na frente do juiz, no Palácio da Justiça, eu pensei sobre o progresso que o regime sírio estava fazendo com absurdas acusações."

Segundo o "Reuters" a maioria dos manifestantes foi libertada juntamente com cerca de 250 islamitas e curdos que estavam na prisão por anos, acusados de crimes políticos.

Ela conta que fora pressionada psicologicamente pelo Serviço Secreto Sírio. Ela era acusada de "semear divisão" e que após ter passado um dia no isolamento teve a sua liberdade devolvida, logo após ter sido questionada pelo Governo Assad sobre suas declarações à imprensa internacional sobre "Assad ser o dono da Síria" ela afirmou:
"Ninguém tem o direito de ser o dono de uma nação."
 Ela é filha do ativista Jamal Al-Atassi que no ano de 2000 (o mesmo perídodo que Assad assumiu o poder) enfrentou o governo da Síria no evento conhecido como "Primavera de Damasco" mas teve sua manifestação esmagada pelo poder autocrata da família Assad, culminando da sua própria morte!

Ao ser libertada, Atassi reclamou das acusações e torturas:
"Que tipo de sistema permite que a polícia secreta faça isso? Onde está a independência do poder judiciário? Onde está o Estado de Direito? O aparato de segurança é aquele que deve ser acusado de dividir a nação, não sírios ordinários pedindo a liberdade". - Reuters.
Desde este evento, os protestos em Damasco só cresceram. Agora mais pessoas estavam pedindo a liberdade de mais pessoas presas.

Anos antes...

A jovem Atassi liderava um fórum político de ativistas chamado "Al-Atassi Fórum Nacional de Diálogo", criado logo após a morte de seu pai em 2000.

A compaixão que Atassi teve pelas famílias que tiveram seus filhos presos, fazendo com que fosse protestar pessoalmente diante do regime, despertou coragem no povo de Damasco para reivindicar a soltura de Atassi e o respeito aos direitos humanos internacionais, sob a liderança dos ativistas em liberdade.

Pouco tempo depois iniciou-se a perseguição violenta a todos os grupos de ativistas, sendo permitido apenas que o grupo de Atassi permanecesse livre (porque?).

Mas Assad voltou atrás e a fundadora do Fórum Suhair al-Atassi e o escritor Hussein al-Awadat, que conduziam os debates regulares, estavam entre os detidos.


Agentes do Serviço Secreto invadem casas de Ativistas em Março de 2011

A Aljazeera confirmou que em 2005 praticamente todos os grupo de ativistas estavam presos, inclusive o membros do fórum de Al-Atassi que em entrevista o ativista político Al Buni comentou:
"É por isso que ficamos surpresos com a detenção dos seus membros", disse ele.
"Esperávamos que essa ação tivesse sido um erro e que logo seria recorrido pela liberação de todos os detidos na Síria." 
 
Seis dias depois (24 de Maio de 2005) Atassi foi liberada, de acordo com a Aljazeera que também citou a agência de notícias 'SANA". Imediatamente a soltura de Atassi, o governo ordenou o fechamento do Fórum.

Mas o "conselho de administração se recusou a cumprir porque a decisão de encerramento foi proferida por um partido não-oficial, o fórum irá realizar sua próxima reunião no sábado, como é de costume".
O AOHR convidou os membros do público para participar da reunião "para que (o fórum) continuará a ser o símbolo da liberdade e do farol da cultura".


Liderança

Uma vez li um post no facebook ofical da Revolução Síria o comentário de um sírio:
"Se você nos protege, é claro que será nosso líder!"
Esta mulher está sendo a maior indicação para concorrer à presidencia do novo governo democrático da Síria!

Embora ela nunca tenha comentado a respeito, a população acredita nela e tem a nomeado para conduzir o país para a liberdade absoluta do fardo da ditadura. A exemplo de seu pai, Al-Atassi é uma grande esperança para o povo, que urge por liberdade e pela garantia de seus direitos humanos e civis.


Em uma postagem no facebook alguém disse, sobre Atassi tornar-se presidente:

"Sim, mais satisfatório ter uma mulher síria como Presidente da República (mas por favor, seja doce e carinhosa com as pessoas)"

Acompanhe uma entrevista exclusiva de Suhair Al-Atassi para o site "France 24" em Árabe.

Ela diz que a Revolução no ponto em que chegou é um caminho sem volta:

 "Metade de uma revolução é como cavar a sua sepultura com as próprias mãos" Suheir Atassi para France 24.

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