terça-feira, maio 03, 2011

África: Número de jornalistas mortos em 2010 chega a 102 - Relatório

Em 2009 o número de Jornalistas mortos na África chegou a 110. Em 2010 houve uma pequena queda, mas os número permanecem alarmantes. Houve um tempo em que as classes médica, humanitária e jornalística eram preservadas em regiões de conflito. Hoje em dia, estas classes são as primeiras a serem perseguidas e sacrificadas em função de garantir o sigilo dos crimes hediondos cometidos por líderes e partidos políticos criminosos.
Fonte: doubleblade
Por Saulo Valley - Rio de Janeiro, 03 de Maio de 2011 - 07h48min.

O relatório foi divulgado pelo Instituto Internacional de Imprensa no congresso anual chamado "World Press Freedom Review" com sede em Nova York.

De acordo com o Site AllÁfrica a escalada de mortes destes profissionais vem sendo monitorada desde 1997, chegando a números assustadores hoje em dia.

A América Latina não lidera o "ranking" mas exibe um número elevado de assassinatos de jornalistas: 32 em 2010. Honduras e méxico juntos mataram 1/4 de todos os jornalistas mortos no ano passado.

Jornalistas em demonstração Fonte: Daily Nation
O paquistão matou 16 jornalistas.

Honduras executou a tiros 10 jornalistas. Na maioria dos casos estavam dentro dos seus carros ou saindo de suas casas... Revelou o "AllAfrica".

O topo do Ranking mesmo fica por conta da Ásia, que é atualmente o lugar mais perigoso do planeta para jornalistas. O número de mortos em 2010 chegou a 40.

O descumprimento ao direito de imprensa tem sito quase que unânime no mundo. A exemplo do Julian Assange que ainda amarga perseguição política e militar, vivendo em prisão domiciliar desde o ano passado podendo ainda ser mandado para Guatánamo, se o próximo passo de Barak Obama para atrair votos para a sua reeleição for considerado na ordem de grandeza dos "inimigos públicos" da América.

Fonte: shamsulislamnaz
Anthony Mills, Editor-Chefe do "World Press Freedom Review" comentou:
..."É uma linha de frente cheia de corpos de jornalistas que essa linha não pode aparecer nas páginas dos jornais mais importantes do mundo, e que não pode apresentar relatórios para emissoras mais importantes do mundo, mas que não são menos heróicos, não menos comprometidos com a causa de recolha e transmissão de notícias para servir o interesse público em um país que enfrenta conflitos muito reais, extremamente violentos, e muitas vezes mortais. "

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